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Vamos à Casa do Senhor

Lição 12 · 4º Trimestre 2026 · 06/12/2026 · 19 min de leitura

Por Equipe Marcas Editora

Capa da aula: Vamos à Casa do Senhor
Estreia Domingo, 6 de dezembro · 10:45

Texto Áureo

“Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR.” (Sl 122.1)

Alguém chamou Davi para ir à casa do Senhor, e ele ficou tão contente que escreveu uma música. As famílias iam caminhando juntas, se encontrando pela estrada, e a alegria começava antes de chegar: começava no convite. Uma aula em ciclos curtos, com a carinha alegre, o sorriso de guache, o aceno de 'vem comigo' e a caminhada no lugar. E a melhor parte: quem chama a gente primeiro é Jesus, que morreu na cruz, voltou a viver e diz: vinde a mim.

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Professora, hoje a turma descobre uma música da Bíblia que começa com um convite. Alguém chegou perto de Davi e disse: vamos! E ele ficou tão contente que escreveu: "Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR" (Sl 122.1). Repare numa coisa pequena, que muda a aula inteira: Davi não diz que ficou alegre quando chegou. Ele ficou alegre quando o chamaram. A alegria começou na porta de casa, antes do primeiro passo.

A lição inteira cabe numa frase e num gesto. A frase é: "Que alegria: é dia de ir à casa do Papai do Céu!" O gesto: um sorriso bem grande e duas palmas no "que alegria", e depois a mão acenando "vem!" no "ir à casa". Treine em casa até sair natural. A turma está no décimo segundo domingo do trimestre sobre Salmos, o livro das músicas para Deus. Na Lição 7, com o pardal e a andorinha do Salmo 84, ela aprendeu que é bom estar na casa de Deus. Hoje o assunto é outro: o convite e o caminho até lá, juntos. A leitura bíblica da classe é o Salmo 122 inteiro (Sl 122.1-9).

O objetivo da revista é mostrar às crianças o grande privilégio que é ir à Casa do Senhor para adorá-lo. Uma criança de 3 anos não guarda a palavra "privilégio", mas guarda isto: alguém chamou o Davi, e ele ficou feliz; as famílias iam andando juntas pela estrada, cantando; quando me chamam para a igreja, eu também posso ficar feliz; e quem chama a gente primeiro, de braços abertos, é Jesus.

Cinco cuidados antes de começar.

O primeiro é o da criança que não vem todo domingo. Pode haver na sala quem vem de quinze em quinze dias porque os pais são separados e dividem os fins de semana, quem ficou doente, quem depende da avó ou da vizinha para vir, ou quem tem pai e mãe que trabalham no domingo. Essa criança não decide quem a traz. Ninguém pergunta quem faltou, ninguém diz que "o Papai do Céu ficou triste" com a falta de alguém, e não existe prêmio de frequência. Quando ela aparecer, a frase é uma só: "Que alegria que você veio!" E, como sempre, quando a revista disser "papai e mamãe", diga "quem cuida de você".

O segundo é o de que alegria não se cobra. A revista diz que, quando o papai e a mamãe chamarem para a igreja, a criança "deve" ficar contente. A alegria é o convite da aula, não uma ordem. Criança chega com sono, com dor de ouvido, chorando porque largou o brinquedo, ou triste por um motivo que ninguém sabe. Ela também é bem-vinda. A casa do Papai do Céu recebe quem está alegre e quem está triste, e é ali, muitas vezes, que a tristeza passa.

O terceiro é o do corinho. A música da revista diz: "mesmo sendo criança, eu vou me comportar". Cante sem medo, mas não transforme esse verso em bloco de disciplina nem em bronca. A lição é alegria, não regra de silêncio.

O quarto é o de Jerusalém. Para as crianças, Jerusalém aparece uma vez só, como o nome da cidade onde ficava a casa do Senhor. O resto do Salmo 122 (as portas, as tribos, os tronos e a oração pela paz) é para o seu coração, e está explicado na seção III. Nada de mapa, de política ou de notícia do Oriente Médio na sala do Maternal.

O quinto é o de segurança da atividade. A revista usa tinta guache no dedo, pincel, tesoura e barbante. A tinta tem de ser atóxica e lavável; a tesoura é só sua; e o barbante não fica solto na mão da criança nem vai para perto do pescoço. As seções II e IV dizem como fazer.

I — Chegada, oração e o louvor da casa do Senhor

Chegue cedo, como a revista pede, e organize a sala antes da primeira criança. Esta lição usa canetinha, giz de cera grosso, cola branca, tinta guache, pincel, um pano úmido, tesoura e barbante. Deixe tudo separado e fora do alcance, e tire da sala o que pode machucar: ponta de tesoura, objeto pequeno que cabe na boca, fio solto, quina de mesa. Se a figura do Espaço da Bíblia precisar de recorte, recorte na véspera e guarde a tesoura longe da sala. Depois, ore. Entregue ao Papai do Céu cada criança, pelo nome, e cada família, inclusive as que não conseguem vir sempre.

Receba as crianças uma a uma, agachada na altura dos olhinhos. A revista fala em receber com um sorriso e um abraço afetuoso; faça o acolhimento do jeito que a criança aceitar: um "oi" sorrindo, um "toca aqui", um aceno. Abraço só quando ela vier abraçar. Pergunte como foi a semana e relembre a lição passada em uma frase. Faça a oração inicial em eco, bem curta, parando em cada reticência, e inclua as famílias, como a revista sugere: "Papai do Céu... obrigado por cada amiguinho aqui... abençoa a família de cada um... em nome de Jesus, amém."

No Espaço do Louvor, a revista traz o corinho que a turma já cantou na Lição 7, sobre amar a igreja, a casa do Senhor, lugar de adoração e de louvor. A repetição é de propósito: criança de 3 anos aprende cantando a mesma coisa muitas vezes. Cante com o corpo: palminhas, mãos para cima no "louvor", e o sorriso grande da aula. No verso do "eu vou me comportar", siga cantando, sem parar para dar sermão. Ninguém é obrigado a cantar: quem preferir só bate palma ou só olha está participando do mesmo jeito.

Então faça o primeiro convite da manhã. Fique de pé, acene com a mão e diga, com voz alegre: "Vem! Vamos à casa do Papai do Céu?" Espere as carinhas. "Sabia que um dia alguém falou isso para um rei? E ele ficou tão feliz que fez uma música! Hoje eu vou contar."

❤ Para o coração da criança. A criança pequena aprende a gostar da casa de Deus pelo jeito como é chamada para ela. Se o convite vem com sorriso, ela guarda o sorriso. Na sala, você é o primeiro convite da semana: o seu "que bom que você veio!" ensina mais do que a explicação inteira.

II — O versículo e o sorriso de quem foi convidado

Escreva o versículo no quadro antes da aula. A revista traz Salmos 122.1 em linguagem de criança: "Fiquei alegre quando me disseram: 'Vamos à casa de Deus, o SENHOR.'" Na sua Bíblia, em ACF, ele diz:

"Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR." (Sl 122.1)

As palavras mudam e a ideia é a mesma: o convite para adorar a Deus deixou Davi feliz. "Alegrei-me" é "eu fiquei alegre". Leia o versículo algumas vezes, devagar, e deixe a turma repetir em eco, em duas partes. Na primeira, "Alegrei-me quando me disseram", abra um sorriso bem grande. Na segunda, "Vamos à casa do SENHOR", acene com a mão chamando, e aponte para a frente, como quem começa a andar.

Depois conte do jeito que a revista conta: "Vocês se lembram do Davi? Ele era pastor de ovelhas. Cuidava das ovelhinhas com muito amor. E o Davi amava o Papai do Céu. Um dia, ele ficou muito, muito contente. Sabe por quê? Alguém chamou o Davi para ir à casa de Deus!" Faça cara de surpresa e pergunte: "Quem chama você para vir à igreja?" Vão aparecer "a mamãe!", "a vovó!", "o tio!", "ninguém, eu vim no carro!". Acolha todas, sem corrigir e sem perguntar quem não veio. "Que bom! Alguém chamou você, e você veio. Que alegria!"

🏛 Curiosidade. O Salmo 122 é um dos quinze salmos que a Bíblia chama de cânticos dos degraus, ou de subida: são os Salmos 120 a 134. Muitos entendem que eram as músicas que o povo cantava pela estrada, subindo até Jerusalém para adorar. Jerusalém fica no alto, e o caminho era de subida. A revista diz que cada judeu deveria ir ao templo pelo menos uma vez ao ano; a Lei, na verdade, chamava os homens de Israel três vezes por ano, nas grandes festas (Êx 23.17; Dt 16.16), e muitas famílias iam juntas. Para a criança, basta: "o povo caminhava junto até a casa de Deus, cantando".

O sorriso de guache. A revista traz uma figura de rosto para a criança completar com um sorriso feito com o dedo. Use tinta guache atóxica e lavável, em pouca quantidade, num pratinho que fica com você. Você passa a tinta no dedinho da criança com o pincel; ela desenha o sorriso no rosto da figura; você limpa o dedo na hora, com o pano úmido, antes que ele vá para a boca ou para o olho. Quem não quiser sujar o dedo faz o sorriso com giz de cera grosso, e está ótimo. Não compare os sorrisos: torto também vale. Enquanto as atividades secam, pergunte: "Como fica a carinha de quem foi convidado para a casa do Papai do Céu?" (Feliz!) Escreva o nome da criança no canto da folha. Esse rostinho vai para casa junto com o recado da lição de casa.

III — A história: o convite e a caminhada juntos

Leve a turma para o cantinho da história, sentadinha em roda, com as figuras da revista na mão e a sua Bíblia por perto. Conte devagar, com o corpo, e deixe a criança responder onde a história pergunta.

(Mostre a figura da criança. Voz curiosa.)

Olha essa criança aqui. Ela está triste ou alegre? (Deixe responder.) Alegre! Olha o sorrisão dela! E vocês, estão alegres? Quem estiver alegre diz comigo: "Estou alegre!" Agora uma gargalhada bem gostosa, dessas de balançar a barriga! (Ria junto.) E quem está um pouquinho triste hoje também pode ficar aqui pertinho, viu? A casa do Papai do Céu é para todo mundo.

(Mostre a figura das crianças na igreja.)

Sabe por que é bom estar aqui? Porque a gente está junto! Junto com os amiguinhos, louvando o Papai do Céu. Aqui a gente sorri (sorriso grande), canta (mãos saindo da boca), ouve a Bíblia (mão atrás da orelha), brinca com os coleguinhas e faz trabalhinho. Quanta coisa boa num lugar só!

(Fique de pé. Comece a marchar no lugar, devagar. Convide a turma a marchar junto, sentada ou de pé, cada um no seu lugar.)

Agora presta atenção, que essa parte é de muito tempo atrás. Naquele tempo, a casa do Senhor ficava numa cidade chamada Jerusalém. E as famílias iam até lá andando. Andavam, andavam, andavam... (marche no lugar) E pelo caminho, sabe o que acontecia? Uma família encontrava outra! (Acene para o lado, alegre.) "Oi! Vocês também estão indo para a casa do Senhor? Vem com a gente!" E aí todo mundo seguia junto, conversando e cantando pela estrada. (Marche cantarolando "lá, lá, lá".) Cansa andar, não cansa? Mas cantando junto, o caminho fica mais leve!

(Sente de novo. Mostre a figura do rei Davi. Voz de segredo.)

E um dia, alguém chegou pertinho do rei Davi e falou assim: "Vamos à casa do Senhor!" (Acene "vem!".) E o Davi? Ficou triste? (Deixe responder.) Não! Ficou tão contente, mas tão contente, que fez uma música inteira! E a música dele começa assim: "Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR." Ele nem tinha chegado ainda, e já estava feliz! A alegria dele começou no convite.

Fala comigo, batendo palma: "Que alegria: é dia de ir à casa do Papai do Céu!" (Duas palmas e o aceno.) Mais uma vez, todo mundo junto!

(Abra os braços. Voz mais calma e próxima. Esta é a melhor parte.)

E sabe quem chama a gente, todo mundo, para ficar pertinho do Papai do Céu? Jesus! Jesus abre os braços e diz: vem! A Bíblia conta assim: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mt 11.28). Jesus ama muito você. Ele morreu na cruz por você e, no terceiro dia, voltou a viver! É por causa de Jesus que a gente pode vir alegre para a casa do Papai do Céu.

Feche com a frase da lição e o gesto, duas vezes, e uma oração curtinha em eco: "Papai do Céu... obrigado porque alguém me chamou... e eu vim... obrigado, Jesus... amém."

(Cuidados de condução. Leia antes de entrar no cantinho.)

Triste também pode. A revista abre a história perguntando se a criança da figura está triste ou alegre, e pede uma gargalhada. É ótimo, mas ninguém é obrigado a rir nem a dizer que está alegre. Se alguém disser "eu tô triste", não corrija: "Obrigada por me contar. Fica aqui pertinho de mim." Se a tristeza parecer séria, acolha sem pedir detalhes na frente das outras e converse com quem veio buscar a criança, ou leve à liderança no mesmo dia. O adulto resolve; a criança avisa.

"Deve ficar contente" vira convite. No lugar de "quando o papai e a mamãe chamarem, vocês devem ficar contentes", diga: "Quando chamarem você para a igreja, você pode ficar feliz, igual ao Davi!" A alegria é presente, não dever.

Convidar os amiguinhos, sem cota. A revista termina a história pedindo que as crianças convidem os coleguinhas para o próximo domingo. É bonito. Mas criança de 3 anos não traz ninguém sozinha: quem resolve se vem é a família do amiguinho. Pergunte "quem você quer convidar?", nunca "quem você trouxe?". Ninguém é cobrado se o amigo não veio, e ninguém ganha prêmio por trazer gente.

Jerusalém uma vez só. Na história, Jerusalém é só o nome da cidade onde ficava a casa do Senhor. Não entra mapa, não entra o Templo como construção, não entra notícia nem política de hoje.

A casa de Deus não é cobrança. Não diga que quem faltou deixou Deus triste. Diga que a casa do Papai do Céu tem sempre lugar, e que Jesus chama todo mundo: quem vem sempre e quem vem de vez em quando.

🕊 A nossa leitura. O Salmo 122 é a música de quem chegou junto com o povo de Deus. Depois do convite, Davi canta a chegada: "Os nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalém" (Sl 122.2). Repare no plural: os nossos pés. Ninguém subia sozinho: "Onde sobem as tribos, as tribos do SENHOR, até ao testemunho de Israel, para darem graças ao nome do SENHOR" (Sl 122.4). E o salmo termina em oração: "Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam" (Sl 122.6). Davi diz por que ora: "Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Paz esteja em ti" (Sl 122.8), e "Por causa da casa do SENHOR nosso Deus, buscarei o teu bem" (Sl 122.9). A paz que ele pede é a paz do povo de Deus reunido para adorar. Não é slogan político, nem convite a escolher lado num conflito de hoje, nem promessa de enriquecer: o "prosperarão" fala do bem de quem ama a casa de Deus, e o bem maior que Deus dá é Ele mesmo. Para a igreja, o salmo ensina a orar pela paz dos irmãos e da congregação onde a gente se reúne, e lembra que a nossa paz tem nome: "Porque ele é a nossa paz" (Ef 2.14a). A revista lembra, no Espaço da Professora, que depois de Cristo o povo de Deus pode adorar em qualquer lugar da Terra, e é verdade (Jo 4.21-24). Mas isso não cancela a reunião: "Não deixando nossa mútua congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros" (Hb 10.25a). Deus está em todo lugar, e a família de Deus se encontra para adorar junta. Essa reflexão é para você; para a criança de 3 anos, basta que a igreja seja um lugar alegre de ir junto.

IV — Carinha triste, carinha alegre

A revista fecha a manhã com uma brincadeira de caretas e uma folha de rostinhos para circular. Ela funciona bem no Maternal, porque a criança já reconhece no rosto do outro se ele está triste ou feliz.

A brincadeira. Pergunte, como a revista sugere: "Vocês sabem fazer careta?" Espere as caretas e ria junto. "E quem sabe fazer a carinha de quem está triste?" (Boquinha para baixo.) "E a de quem está feliz?" (Sorrisão!) "E como fica a carinha de quem vai para a casa do Papai do Céu? Triste ou feliz?" Feliz! Ninguém é escolhido para fazer careta na frente, e ninguém ganha "a careta mais feia": todo mundo faz junto, do lugar, e quem não quiser fazer só olha os outros.

A folha dos rostinhos. Entregue a folha e ajude cada criança a circular, com canetinha, os rostinhos alegres. Canetinha grossa é melhor para essa idade; tampe as canetinhas que não estão em uso. Se alguém circular um rostinho triste, não corrija com "errou!": "Esse aqui está tristinho, né? Vamos chamar ele para ir junto à casa do Papai do Céu? Lá ele pode ficar feliz!" E desenhe com a criança um sorriso nele.

O barbante. A revista põe barbante na lista de material. Se você usar para pendurar as atividades na sala ou para amarrar a folha num rolinho, o barbante fica com você, cortado em pedaço curto. Ele não fica na mão da criança, não vai para o pescoço e não vai para casa solto na mochila.

Na despedida. Peça às crianças que ajudem a guardar as canetinhas e arrumar a sala, cada uma com uma tarefinha pequena. Depois, a oração final em eco: "Papai do Céu... obrigado pela tua casa... obrigado pelos amiguinhos... obrigado porque Jesus me chama... em nome de Jesus, amém." Entregue o rostinho do sorriso de guache a quem veio buscar a criança, já seco, com o recado da lição de casa.

Cristo na lição

Davi ficou alegre porque alguém o chamou para a casa do Senhor. Séculos depois, nasceu da família de Davi Aquele que faz o convite maior de todos. Jesus não chama para um endereço; chama para Ele mesmo: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mt 11.28). O convite do salmo era "vamos à casa do SENHOR"; o convite do evangelho é "vem a Mim". E quem o atende chega à casa do Pai.

Jesus também conheceu a estrada do Salmo 122. Quando era menino, ia com a família à festa em Jerusalém, todos os anos, e a viagem era feita em grupo, com parentes e conhecidos (Lc 2.41-44). A Bíblia conta que os pais dEle andaram um dia inteiro "pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho" (Lc 2.44a). O Filho de Deus subiu junto com o povo, cantando as mesmas músicas da estrada. (Para você, professora: o resto dessa história, em que Maria e José procuram o menino, não entra na sala do Maternal; assusta mais do que ensina nessa idade.)

E Jesus fez o que nenhuma caminhada fazia: abriu o caminho de verdade. "Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). Ele morreu na cruz no nosso lugar e, no terceiro dia, voltou a viver. Por isso ninguém precisa ser bonzinho o bastante, nem ter presença perfeita, para entrar na casa de Deus: "Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á" (Jo 10.9). E a paz que Davi pedia para Jerusalém tem nome e rosto: "Porque ele é a nossa paz" (Ef 2.14a).

Para a criança, tudo isso cabe numa frase, dita uma vez, olhando nos olhos, depois da história e antes da oração:

"Jesus me ama. Ele morreu na cruz por mim e voltou a viver. E Ele me chama: vem!"

Uma frase, um convite, sem pressa e sem pedir mão levantada. Depois, todos juntos, bem baixinho: "Obrigado, Jesus!"

(Para você, professora: o Espaço da Reflexão da revista é devocional seu, não o versículo da criança. Ele pergunta como você se sente quando chega o domingo e você se dirige à igreja. Responda com sinceridade antes de ensinar. Se o domingo tem pesado, leia o Salmo 122 em voz alta nesta semana, devagar, como quem é chamado de novo.)

Aplicação Prática

Chamem com alegria na voz. A criança aprende o que é a igreja pelo jeito como a casa fala dela. O tom de voz na porta de casa ensina mais do que a aula inteira. Digam, no dia de ir: "Que alegria: é dia de ir à casa do Papai do Céu!" É o convite do Davi: "Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR" (Sl 122.1).

Tirem a guerra da saída. Boa parte da briga do domingo nasce na pressa. Separem a roupa e a bolsa na véspera, acordem com folga e deixem o celular de lado na hora de sair. Se atrasar, atrasou: chegar em paz vale mais do que chegar no horário brigando.

Vão juntos e chamem alguém junto. O salmo é de gente que subia em grupo. Quando der, chamem a avó, o primo ou a família vizinha para ir junto, sem insistir: "Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união" (Sl 133.1), e esse também era um cântico da subida.

Nada de cobrança nem culpa. Domingo que não deu, não deu. Não digam à criança que Deus fica triste se ela faltar, e não usem a igreja como castigo nem prometam brinquedo para ela ir. Deus também está em casa: "Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (Mt 18.20).

Oração Final

Papai do Céu, obrigado pela alegria do convite e por cada criança que chegou na tua casa hoje. Obrigado porque aqui tem lugar para quem vem sempre e para quem vem quando pode, para quem chegou alegre e para quem chegou triste. Obrigado por Jesus, que morreu na cruz no nosso lugar, voltou a viver e chama cada um de nós: vem. Põe no coração de cada criança o gosto de ir à tua casa junto com a família, e dá paz a cada casa de onde elas saíram hoje. Guarda quem cuida de cada criança, e guarda cada professora. Em nome de Jesus, amém.

Soli Deo Gloria — a Escritura governa; todo o resto, de joelho.

Perguntas Frequentes

O que a lição 12 do Maternal ensina sobre ir à igreja?+

Que é bom ir à casa do Senhor, e melhor ainda ir juntos. No Salmo 122, Davi conta que ficou alegre quando o chamaram: 'vamos à casa do SENHOR'. A alegria dele começou no convite, antes de sair de casa. Para a criança de 3 e 4 anos, cabe numa frase com sorriso e palma: que alegria, é dia de ir à casa do Papai do Céu!

Qual é o texto áureo da lição 12 do Maternal?+

É Salmos 122.1, e a leitura bíblica da classe é o Salmo 122 inteiro (Sl 122.1-9). A revista traz o versículo em linguagem infantil: 'Fiquei alegre quando me disseram: Vamos à casa de Deus, o SENHOR.' Em ACF, ele diz: 'Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR.' As palavras mudam e a ideia é a mesma: o convite para adorar a Deus deixou Davi feliz.

Como fazer meu filho pequeno gostar de ir à igreja sem virar obrigação?+

Comece pelo convite. Criança de 3 anos aprende a gostar da igreja pelo jeito como a casa fala dela. Se a saída para o culto é correria, grito e cara fechada, ela guarda isso; se o chamado é alegre, ela guarda a alegria. Diga com vontade: 'Vamos à casa do Papai do Céu!' Prepare roupa e bolsa na véspera, saia com folga e não use a igreja como ameaça nem prometa brinquedo para ela ir.

Levar criança de 3 anos ao culto atrapalha os outros?+

Criança pequena se mexe, fala alto e às vezes chora, e isso faz parte da casa de Deus, que é casa de família. Ensine com calma a hora de escutar, sem bronca na frente dos outros e sem vergonha. Se precisar, saia um pouquinho com ela e volte. A igreja que recebe criança está fazendo o que o salmo canta: o povo de Deus subindo junto, de todas as idades.

E a criança que não vem todo domingo?+

Ela é muito bem-vinda e não pode ser cobrada nem envergonhada. Há família que não consegue vir toda semana: pais separados que dividem os fins de semana, doença, trabalho no domingo, ou quem depende de outra pessoa para trazer. Na sala ninguém pergunta quem faltou e não há prêmio de frequência. O recado para ela é um só: que alegria que você veio, aqui sempre tem lugar para você.

O que quer dizer 'orai pela paz de Jerusalém' no Salmo 122?+

É a oração de Davi pela cidade onde ficava a casa de Deus e onde o povo se reunia para adorar. Ele mesmo explica o motivo: 'Por causa dos meus irmãos e amigos' e 'por causa da casa do SENHOR nosso Deus' (Sl 122.8-9). Não é slogan político nem convite a tomar partido em conflito de hoje. Para a igreja, o salmo ensina a orar pela paz do povo de Deus reunido, e a nossa paz tem nome: Jesus (Ef 2.14).

Maternal

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