Texto Áureo
“Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR.” (Sl 150.6)
O último salmo da Bíblia fecha o livro das músicas com um convite: tudo o que respira, louve ao SENHOR. Na aula que encerra o trimestre, a turma descobre o fôlego como presente de Deus, louva com o corpo inteiro e com os instrumentos do salmo, ouve Davi tocando a harpa e Paulo e Silas cantando na prisão, e aprende que quem salva é Jesus. Tudo em ciclos curtos, sem ninguém ser obrigado a cantar e sem barulho que machuque o ouvido.
Leitura bíblica para 2027Leia a Bíblia inteira em 2027Quatro leituras por dia, no plano de McCheyneConheça a Bíblia McCheyne Professora, hoje é o último domingo do trimestre, e a turma chega ao último salmo da Bíblia. Depois de treze semanas cantando o livro das músicas para Deus, o Salmo 150 fecha tudo com uma festa de louvor. Ele diz onde louvar, por que louvar e com o que louvar, e termina com um convite que cabe a todo mundo da sua sala: "Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR" (Sl 150.6).
A lição inteira cabe numa frase e num gesto. A frase é: "Eu tenho fôlego, então eu louvo!" O gesto: a mão no peito, puxar o ar devagar pelo nariz, soltar pela boca, e depois as duas mãos para cima. Treine em casa até sair natural. Há quatro domingos, na lição das músicas para Deus, a turma aprendeu que Jesus gosta de ouvir a vozinha dela. Hoje o passo é outro: não é só a voz. É o fôlego, o corpo inteiro e os instrumentos. A leitura bíblica da classe é o Salmo 150 inteiro (Sl 150.1-6).
O objetivo da revista é ensinar às crianças que o louvor a Deus não é só palavras e cânticos, mas a nossa vida inteira. Uma criança de 3 anos não entende "vida integral", mas entende isto: eu respiro porque o Papai do Céu me deu o fôlego; com esse fôlego eu canto; e eu também louvo com as mãos, com os pés, com um tambor, e ajudando a guardar os brinquedos. A revista traz duas histórias: Paulo e Silas cantando na prisão, no momento do versículo, e o menino Davi tocando a harpa, na hora da história.
Quatro cuidados antes de começar.
O primeiro é o da criança que não quer louvar do jeito da turma. O salmo diz "tudo quanto tem fôlego", e isso inclui quem não canta. Ninguém canta sozinho na frente da turma, ninguém é chamado de envergonhado, ninguém ganha prêmio por louvar mais alto, e ninguém é obrigado a bater o tambor. Quem não quiser fazer nada, olha, respira e está louvando do mesmo jeito. E não filme as crianças para postar: o louvor da sala é para Deus, não para a câmera.
O segundo é o do barulho que machuca. Esta lição convida a fazer som, e criança de 3 anos não tem freio de volume. Combine antes o volume médio e mantenha. Os címbalos do salmo são pratos de metal, e a versão da sala não bate nada contra nada: é a palminha que desliza, tsss. Nada de tampa de panela batida perto da orelha de ninguém. Se alguma criança tampar os ouvidos, baixe o volume da turma toda e deixe que ela participe só com o gesto.
O terceiro é o de não fazer do louvor uma barganha. A revista termina a história do versículo dizendo que "o louvor pode salvar nossas vidas", e a história de Davi dizendo que, quando louvamos, Deus "fica contente e nos abençoa". Não diga essas duas frases assim. Quem livrou Paulo e Silas foi Deus, e quem salva é Jesus (At 16.31). A gente louva porque Deus é bom e porque Ele nos deu a vida, não para ganhar alguma coisa dEle.
O quarto é o de segurança das atividades. A revista sugere correntinhas de papel presas no braço com grampeador e um tambor de lata com bexiga esticada, tocado com canudinho. Dá para fazer as duas coisas sem risco, e as seções II e IV dizem como.
I — Chegada, arrumação e o corinho de agradecer
Chegue cedo. Separe o material e tire da sala o que pode machucar: ponta de tesoura, grampeador, objeto pequeno que cabe na boca, fio solto, quina de mesa. O grampeador e a tesoura ficam com você, fora do alcance, a manhã inteira. Depois, ore por cada criança pelo nome. É o último domingo do trimestre: agradeça a Deus por cada uma que passou pela sua sala nestes meses.
Receba as crianças uma a uma, pelo nome, agachada na altura dos olhinhos. Faça o acolhimento do jeito que a criança aceitar: um "oi" sorrindo, um "toca aqui", um aceno. Abraço só quando ela vier abraçar. Faça a oração inicial em eco, bem curta, parando em cada reticência: "Papai do Céu... obrigado pelo meu fôlego... obrigado por cada amiguinho... em nome de Jesus, amém."
No Espaço do Louvor, a revista traz um corinho de agradecer: "Papai do Céu, tu és tão bom. Abençoas-me, sem eu pedir. E é por isso que estou aqui. Para te agradecer, Senhor!" Cante-o, ou outro corinho que a turma já saiba, com o corpo: mãos abertas para o céu no "tu és tão bom", mão no peito no "estou aqui". Repare que o corinho já ensina a lição certa: Deus abençoa sem eu pedir. A gente não canta para ganhar; canta para agradecer. Repita o mesmo corinho no fim da manhã.
A revista lembra, no Espaço da Convivência, que a criança aprende também com o que a gente faz: arrumar a sala é trabalho de todos. Hoje isso entra na própria lição. Quando chegar a hora de guardar os brinquedos e o giz, diga: "Ajudar a arrumar a casa de Deus também é louvar o Papai do Céu!" Cada criança com uma tarefinha pequena, do tamanho dela. Quem não quiser, ajuda segurando a caixa. É assim que a criança de 3 anos começa a entender "vida inteira": o louvor não acaba quando a música acaba.
❤ Para o coração da criança. Ninguém aprende a louvar porque mandaram. A criança aprende olhando para você. Se ela vê a professora agradecendo a Deus com alegria, de olho no céu e não na plateia, ela entende que louvar é bom. Se ela vê alguém sendo apontado porque não cantou, ela aprende que louvor é prova. Que a sua sala seja, até o último domingo, o lugar onde ela louva sem medo.
II — O versículo do fôlego e Paulo e Silas na prisão
Escreva o versículo no quadro antes da aula. A revista traz Salmos 150.6 em linguagem de criança: "Todos os seres vivos, louvem o SENHOR! Aleluia!" Na sua Bíblia, em ACF, ele diz:
"Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR." (Sl 150.6)
As palavras mudam e a ideia é a mesma: quem está vivo e respira pode louvar a Deus. E "Aleluia" quer dizer exatamente isto, "louvai ao SENHOR". Leia o versículo algumas vezes com a turma, devagar, e deixe as crianças repetirem em eco, em pedacinhos: "Tudo quanto... tem fôlego... louve ao SENHOR."
Depois, explique a palavra difícil com o corpo. "Sabe o que é fôlego? Põe a mãozinha no peito. Agora puxa o ar pelo nariz, bem devagarinho... e solta pela boca. Sentiu a barriguinha mexer? Isso é o fôlego! É o arzinho da vida. E quem deu esse arzinho para você foi o Papai do Céu." A Bíblia conta que, quando Deus fez o primeiro homem, Ele "soprou em suas narinas o fôlego da vida" (Gn 2.7). Faça a respiração duas ou três vezes, sempre devagar. Não peça para prender o ar, nem para soprar com força: criança pequena fica tonta. A criança gripada, ou que tem falta de ar, só olha e faz a mão no peito.
Feche com a frase e o gesto da lição, todos juntos: mão no peito, puxa o ar, solta, mãos para cima: "Eu tenho fôlego, então eu louvo!"
אב No original — hebraico. "Aleluia" é uma palavra hebraica que a igreja canta até hoje sem traduzir. Ela junta "louvai" com "Jah", uma forma curta do nome de Deus. Quer dizer "louvai ao SENHOR". O Salmo 150 começa e termina com ela. Quando a criança diz "Aleluia!", ela está falando uma palavra que o povo de Deus canta há milhares de anos.
Paulo e Silas na prisão. A revista conta, junto com o versículo, uma história do Novo Testamento, que está em Atos 16.22-34. Conte bem curta, sem prisão escura e sem machucado. Os dois amigos de Jesus estavam presos porque falavam de Jesus para as pessoas. E, perto da meia-noite, eles fizeram uma coisa linda: "Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam" (At 16.25). Então Deus mandou um tremor tão grande, que "logo se abriram todas as portas" (At 16.26). Conte o tremor com alegria, como surpresa de Deus, e não como susto: as portas abriram, as correntes caíram, e ninguém se machucou. E diga o melhor da história, que a revista não conta: o homem que cuidava da cadeia quis saber como ser salvo, e Paulo respondeu: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa" (At 16.31). Para a turma: "Deus soltou Paulo e Silas. E quem salva a gente é Jesus."
As correntinhas de papel, sem grampo no braço. A revista sugere fazer correntes de tiras de cartolina e prender no braço da criança com o grampeador, para ela arrebentar enquanto canta. Faça assim:
- Monte as correntes antes da aula, com tiras de cartolina coladas uma dentro da outra. Use cola, não grampo. Grampo solto cai no chão e vai para a boca; grampo perto da pele arranha.
- A corrente não vai no braço. Cada criança segura um pedacinho de corrente, de três ou quatro elos, com as duas mãos. Nada amarrado no pulso, nada preso no corpo, ninguém amarrado a ninguém.
- Na hora do "abriram todas as portas!", a turma puxa as mãos e a corrente rasga. "Aleluia!" Quem não quiser rasgar, segura e olha; você rasga a sua junto.
- Junte os pedacinhos de papel logo depois, num saquinho que fica com você.
🕊 A nossa leitura. Duas frases da revista precisam de cuidado. "O louvor é muito poderoso" e "o louvor pode salvar nossas vidas" fazem do louvor uma chave que obriga Deus a agir. Não é. Paulo e Silas não cantaram para abrir a porta; cantaram porque Deus era bom, mesmo ali dentro. Quem abriu a porta foi Deus, quando quis e do jeito que quis. Na sua sala pode ter uma criança com alguém da família preso. Não diga que cadeia é "lugar de gente má", e não prometa que, se ela cantar, as portas vão abrir. Diga o que é verdade para todas: Deus ouve quem canta para Ele, Deus está pertinho de quem está triste, e Jesus salva.
III — A história: Davi, a harpa e o último salmo
Leve a turma para o cantinho da história, sentadinha em roda, com as figuras da revista na mão e a sua Bíblia por perto. Conte devagar, com o corpo, e deixe a criança responder onde a história pergunta.
(Abra a Bíblia, devagar, com suspense.)
Vamos abrir a Bíblia? Um, dois, três... abriu! Vocês se lembram do menino Davi, que cuidava das ovelhinhas e depois virou o rei do povo de Deus? E qual era o instrumento que o Davi tocava? Muito bem, a harpa!
(Mostre a primeira figura. Faça os dedinhos dedilhando no ar.)
A harpa tem um monte de cordinhas esticadas, e o Davi tocava assim, com os dedos: plim, plim, plim. Faz comigo! Foi tocando a harpa que o Davi pensou em fazer músicas para o povo de Deus cantar. Ele tocava para louvar, para adorar e para agradecer ao Papai do Céu. E tocava tão bem, que quando o rei Saul ficava muito agitado e triste, mandavam chamar o Davi. Ele tocava a harpa, e o rei ficava melhor (1 Sm 16.23).
(Mostre a segunda figura, o livro de Salmos.)
Muitas músicas do Davi estão aqui, na Bíblia, num livro chamado Salmos. A gente passou o trimestre inteiro cantando esse livro! E hoje a gente chegou na última música dele. Sabe o que a última música diz? Louvai ao SENHOR! Aleluia!
(Voz de festa. Agora a turma faz cada instrumento com o corpo, sem nenhum instrumento na mão.)
O salmo diz que dá para louvar a Deus com um montão de instrumentos. Vamos fazer juntos?
- Trombeta: a mão fechada na frente da boca, como um tubinho: tu-ru-ru-ru! (Sl 150.3)
- Harpa: os dedinhos dedilhando no ar: plim, plim, plim! (Sl 150.3)
- Tamborim: é parecido com o pandeiro. Bate a mão de leve na perna: tum, tum, tum! (Sl 150.4)
- Dança: balança o corpo de um lado para o outro, sem sair do lugar. (Sl 150.4)
- Címbalos: são pratos de metal. A gente faz com as palminhas abertas, deslizando uma na outra, bem de leve: tsss! (Sl 150.5)
Comece baixinho, vá até o médio, volte ao baixinho. No fim, junte tudo numa "banda" de dez segundos e pare de repente, com o dedo na frente da boca.
(Voz mais baixa. Mão no peito.)
Mas o salmo guardou o mais bonito para o fim. Ele diz que "tudo quanto tem fôlego" louve ao SENHOR. Puxa o ar comigo, devagarinho... solta. Você tem fôlego? Então você pode louvar! Não precisa ser grande. Não precisa cantar bonito. Não precisa saber tocar nada. Quem respira já pode louvar ao Papai do Céu. Fala comigo: "Eu tenho fôlego, então eu louvo!"
(Mostre a figura dos instrumentos. Abra os braços.)
E sabe quem mais louva a Deus? O sol brilhando, a chuva caindo, o passarinho cantando, a árvore balançando com o vento, as estrelinhas piscando lá no céu. A Bíblia diz: "Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes" (Sl 148.3). Tudo o que Deus fez louva a Ele. E você também é obra das mãos dEle!
(Levante as mãos.)
E dá para louvar com o corpo inteiro! Levanta as mãos e balança. Bate palminha. Bate o pé no chão, devagarinho, no ritmo. É assim que a gente louva com o corpo todo. E quando a gente ajuda a arrumar a sala, quando divide o brinquedo, quando fala "obrigado", a gente também está louvando, com a vida inteira.
Feche com a frase e o gesto da lição, todos juntos, duas vezes, e uma oração curtinha, em eco: "Papai do Céu... obrigado pelo meu fôlego... eu quero te louvar... com a minha voz... com o meu corpo... com a minha vida... em nome de Jesus, amém."
🏛 Curiosidade. O livro de Salmos tem cento e cinquenta músicas, e as cinco últimas começam e terminam com "Louvai ao SENHOR". É como se o livro inteiro, depois de chorar, pedir socorro, agradecer e confiar, terminasse numa grande festa. E o Salmo 150 é o fecho dessa festa: em seis versículos, ele manda louvar treze vezes.
(Cuidados de condução. Leia antes de entrar no cantinho.)
Davi e o rei Saul. A Bíblia diz que a harpa de Davi aliviava Saul quando um espírito mau o perturbava (1 Sm 16.23). Isso não é para a criança de 3 anos. Diga que o rei "ficava muito agitado e triste" e pare aí. E não diga que a música cura ou espanta coisa ruim, como se fosse remédio: quem cuida é Deus.
O leão "que dá medo". A revista fala do rugido do leão na lista da criação. Se usar, faça um rugido baixinho e engraçado, nunca um susto. Tem criança que chora com isso.
Os nomes dos instrumentos. A revista fala em violão, flauta, bateria, pandeiro e teclado, que são os instrumentos que a criança conhece. Pode usar à vontade, desde que não diga que "a Bíblia fala de bateria". O salmo, na sua Bíblia, fala de trombeta, saltério, harpa, tamborim, dança, instrumentos de cordas, órgãos e címbalos (Sl 150.3-5). Os "órgãos" daquele tempo não eram o órgão da igreja: muitos entendem que eram instrumentos de sopro, como flautas.
"Deus fica contente e nos abençoa." A revista fecha a história assim. Não diga como troca. Diga: "O Papai do Céu gosta do nosso louvor. E Ele é tão bom, que nos abençoa sem a gente pedir, como diz a música!" E se disser que, quando estamos tristes e cantamos, Ele alegra o coração, diga com calma: Deus fica pertinho de quem está triste. Não prometa que a tristeza vai embora na hora.
Quem cuida de você. Quando a revista disser "papai e mamãe", diga "quem cuida de você". E se alguma criança contar algo que a assustou, aqui ou em casa, acolha na hora, sem pedir detalhes na frente das outras: "Obrigada por me contar." Leve à liderança no mesmo dia. O adulto resolve; a criança avisa.
IV — O tambor de lata e a despedida do trimestre
A revista fecha com uma atividade: um tambor feito em lata de achocolatado vazia. A ideia é ótima, e o jeito de fazer muda em três pontos.
- Sem bexiga. A revista estica um pedaço de bexiga na boca da lata. Não faça isso no Maternal. Pedaço de bexiga é uma das coisas que mais engasgam criança pequena: ela morde, rasga, põe na boca. A própria lata de achocolatado já tem a tampa de plástico, e a tampa é o couro do tambor. Feche bem e passe uma volta de fita crepe por cima, para não abrir.
- Confira a borda. Antes da aula, tire o lacre de alumínio e passe o dedo na boca da lata. Se tiver rebarba, cubra com fita crepe. Lata com borda cortante não entra na sala.
- Sem canudinho. O canudo vai para o olho do colega. O tambor do Maternal se toca com a mão aberta, de leve: tum, tum, tum.
As crianças podem decorar a lata antes, colando papel colorido com cola branca e rabiscando com giz de cera grosso. Escreva o nome de cada uma na lata. Se não houver lata para todos, faça três ou quatro tambores da turma e passe de mão em mão, sem fila e sem pressa. A revista pede que todas as crianças toquem; ofereça a todas, e a que não quiser tocar segura o tambor no colo, ou só olha. Ninguém é obrigado.
Com os tambores na mão, cante o corinho do começo, todos tocando bem devagar, no volume médio. Diga: "O Papai do Céu gosta do som do nosso tambor! Mas o instrumento que todo mundo tem, que não precisa de lata, é este aqui." Mão no peito, puxa o ar, solta: "Eu tenho fôlego, então eu louvo!"
A despedida do trimestre. Hoje termina o livro das músicas. Antes da oração final, sente com a turma em roda e lembre, em poucas frases, o caminho dos domingos: "A gente aprendeu que o Papai do Céu é o nosso pastor, o nosso protetor e o nosso socorro. Que Ele está sempre com a gente. Que os céus mostram como Ele é grande. Que a casa dEle é lugar de alegria. Que a Palavra dEle é boa. E hoje, que tudo o que tem fôlego louva a Ele!" Depois agradeça a cada criança pelo nome, olhando nos olhos: "Obrigada por ter vindo louvar o Papai do Céu comigo." Se a igreja entregar lembrancinha de fim de trimestre, todas as crianças recebem igual. Nada de prêmio para quem não faltou: quem faltou não tem culpa de quem a traz, e a EBD não envergonha ninguém.
Na despedida. Peça ajuda para guardar os tambores e o giz, cada criança com uma tarefinha: "Arrumar também é louvar!" Cantem mais uma vez o corinho. A oração final em eco: "Papai do Céu... obrigado pelo meu fôlego... obrigado por Jesus... eu quero te louvar... a vida inteira... em nome de Jesus, amém." Entregue o tambor a quem veio buscar a criança, com o recado da lição de casa. No domingo que vem começa um trimestre novo, com histórias novas.
Cristo na lição
O Salmo 150 chama "tudo quanto tem fôlego" para louvar ao SENHOR (Sl 150.6). E quem deu esse fôlego? A Bíblia diz que, de tudo o que existe, "todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez" (Jo 1.3). Esse "ele" é Jesus. O fôlego da criança da sua sala é presente do mesmo Jesus que, depois, veio morar no meio de nós.
Paulo e Silas cantavam na prisão. Mas o centro daquela noite não foi o canto: foi a pergunta do carcereiro e a resposta que ele ouviu. "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa" (At 16.31). O louvor não salva ninguém. Jesus salva. Ele morreu na cruz no nosso lugar e, no terceiro dia, voltou a viver. "Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). É por isso que o louvor da igreja tem nome e endereço: a gente louva ao Papai do Céu por Jesus.
E o Salmo 150 é um ensaio do louvor que não vai acabar. No último livro da Bíblia, João viu "toda criatura que está no céu, e na terra" dizendo: "Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre" (Ap 5.13). O Cordeiro é Jesus. O livro das músicas termina com tudo o que respira louvando; a Bíblia termina com toda criatura louvando a Jesus.
Para a criança, tudo isso cabe numa frase, dita uma vez, olhando nos olhos, depois da história e antes da oração:
"Jesus me deu o fôlego, morreu na cruz no meu lugar e voltou a viver. Eu tenho fôlego, então eu louvo a Ele!"
Uma frase, um convite, sem pressa e sem pedir mão levantada. Depois, todos juntos, bem baixinho: "Obrigado, Jesus!"
(Para você, professora: o Espaço da Reflexão da revista é devocional seu, não o versículo da criança. Ele lembra que o livro de Salmos foi o hinário de Israel, mas que o convite é para todas as pessoas, em todo lugar. A frase "não importa a maneira de adorar" não quer dizer que qualquer coisa serve: o salmo convida todo mundo, mas o louvor é ao SENHOR, de coração e com a vida. O Espaço da Professora dá os motivos do seu louvor: quem Deus é, o que Ele fez, e a redenção em Cristo. Antes de ensinar a turma a louvar, louve você, nesta semana, sozinha com Deus, pelo trimestre que termina.)
Aplicação Prática
Façam do fôlego um lembrete. A criança pequena vive no corpo. Quando ela acordar, quando sair do banho, quando correr e ficar ofegante, digam: "Olha o fôlego que o Papai do Céu te deu! Aleluia!" "Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR" (Sl 150.6).
Deixem a criança louvar com o corpo, na medida. Palma, pé no ritmo, mãos para cima, um tambor de lata. Combinem o volume: louvor não é gritaria. E não obriguem a criança a "mostrar" o louvor para as visitas.
Ensinem que arrumar também é louvar. Guardar o brinquedo, dividir com o irmão, falar "obrigado". O objetivo da lição é a vida inteira, e a criança aprende isso quando vocês dizem, na hora: "Isso que você fez agrada ao Papai do Céu." "Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo" (1 Co 6.20).
Expliquem quem salva. Se a criança contar a história de Paulo e Silas, ajudem a terminar do jeito certo: "Deus soltou Paulo e Silas. E quem salva a gente é Jesus" (At 16.31). Nunca: "Se cantar, Deus te dá o que você pediu."
Oração Final
Papai do Céu, obrigado pelo fôlego de cada criança desta sala. Foi o Senhor que deu a vida a elas, e cada respiração é presente teu. Obrigado por Davi e a harpa, por Paulo e Silas cantando na prisão, e pelo livro das músicas que a gente cantou neste trimestre inteiro. Obrigado, principalmente, por Jesus, que morreu na cruz no nosso lugar, voltou a viver e salva quem crê nEle. Ensina estas crianças a te louvar com a voz, com o corpo e com a vida inteira, a que canta alto e a que ainda louva só respirando. Abençoa quem cuida delas em casa, e cada professora. Em nome de Jesus, amém.
Soli Deo Gloria — a Escritura governa; todo o resto, de joelho.
Perguntas Frequentes
O que a lição 13 do Maternal ensina?+
Que tudo o que tem fôlego pode louvar ao Papai do Céu, e a criança também. O Salmo 150, o último do livro de Salmos, chama todo mundo para louvar a Deus com a voz, com instrumentos e com o corpo, e termina assim: 'Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR' (Sl 150.6). Para a criança de 3 e 4 anos, a lição cabe numa frase com gesto: 'Eu tenho fôlego, então eu louvo!'
Qual é o texto áureo da lição 13 do Maternal?+
É Salmos 150.6, e a leitura bíblica da classe é o Salmo 150 inteiro (Sl 150.1-6). A revista traz o versículo em linguagem infantil: 'Todos os seres vivos, louvem o SENHOR! Aleluia!' Em ACF, ele diz: 'Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR.' A ideia é a mesma: quem está vivo e respira pode louvar a Deus. 'Aleluia' quer dizer justamente 'louvai ao SENHOR'.
O que é fôlego, para explicar a uma criança pequena?+
É o arzinho que entra pelo nariz e sai pela boca, o ar da vida. A Bíblia conta que foi Deus quem soprou o fôlego da vida no primeiro homem (Gn 2.7). Por isso, para a criança, a explicação é concreta: põe a mão no peito, puxa o ar devagar e solta. 'Sentiu? Esse arzinho foi presente do Papai do Céu. Quem tem fôlego pode louvar!'
O louvor salva? Foi o louvor que soltou Paulo e Silas?+
Quem livrou Paulo e Silas foi Deus, e quem salva é Jesus. Eles oravam e cantavam a Deus na prisão (At 16.25), e Deus mandou um terremoto que abriu as portas (At 16.26). Mas o louvor não é uma chave mágica. Na mesma noite, quando o carcereiro perguntou o que devia fazer, a resposta foi: 'Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa' (At 16.31). A gente louva porque Deus é bom e porque Jesus nos salvou, não para conseguir alguma coisa.
E a criança que não quer cantar, nem bater palma?+
Ela não é forçada nem exposta. O salmo diz 'tudo quanto tem fôlego', e quem respira já está incluído: não precisa cantar bonito, nem cantar alto, nem fazer o gesto na frente de ninguém. A criança tímida pode só olhar, ficar no colo, bater o tambor uma vez ou nenhuma. Ninguém canta sozinho na frente da turma e ninguém ganha prêmio por louvar mais alto.
Pode usar instrumento e fazer barulho na sala do Maternal?+
Pode, com cuidado. O Salmo 150 fala de trombeta, harpa, tamborim, dança e címbalos (Sl 150.3-5), e a criança gosta de imitar. Mas o volume é médio: nada de bater panela perto do ouvido de ninguém nem de gritar o mais alto possível. Instrumento caseiro sem grão, botão ou peça pequena dentro, e sem pedaço de bexiga, que é do tamanho de engasgo. A criança que se incomoda com barulho tampa os ouvidos e participa só com o gesto.
Guia do Professor
Essência da aula
Tudo o que tem fôlego louva ao Papai do Céu, e eu também: o meu fôlego é presente dEle, e eu louvo com a voz, com o corpo inteiro e com os instrumentos, e até ajudando a arrumar; Deus livrou Paulo e Silas, e quem salva é Jesus, que morreu na cruz no meu lugar e voltou a viver.
Mapa da aula
| Tempo | Etapa |
|---|---|
| 0–5 min | Chegada, cada criança recebida pelo nome, oração inicial em eco |
| 5–10 min | Corinho "Papai do Céu, tu és tão bom" + o gesto do fôlego |
| 10–18 min | O versículo em eco + o que é fôlego + Paulo e Silas e as correntinhas de papel |
| 18–26 min | A história: Davi e a harpa, os instrumentos do salmo com o corpo, a criação louvando |
| 26–31 min | Brincadeira: "Tudo o que tem fôlego" |
| 31–39 min | O tambor de lata: decorar e tocar devagar |
| 39–45 min | Arrumar a sala, despedida do trimestre, Jesus em uma frase, oração e recado para quem cuida da criança |
Comece assim
Sente-se no chão com a turma, em roda. Antes de dizer qualquer coisa, ponha a mão no peito, puxe o ar bem devagar pelo nariz e solte pela boca, fazendo um "aaaah" baixinho. Faça de novo. As crianças vão começar a imitar sem você pedir.
Então pergunte, com cara de curiosa: "O que a tia está fazendo?" Vão aparecer "respirando!", "soprando!", "dormindo!". Ria junto e acolha tudo. Feche: "A tia está respirando! Esse arzinho tem um nome bonito: fôlego. E sabe quem deu o fôlego para você? O Papai do Céu! Hoje a Bíblia vai dizer o que a gente faz com ele."
Ponto 1 — Eu tenho fôlego, então eu louvo
- Na revista: o Espaço da Bíblia, com Salmos 150.6 repetido devagar, e o trecho do Espaço da História que explica o fôlego e pede para a turma respirar fundo.
- O que ensinar: fôlego é o arzinho da vida, e foi Deus quem deu. O último salmo da Bíblia diz que todo mundo que respira pode louvar ao SENHOR. Não precisa ser grande nem cantar bonito: quem respira já está convidado.
- Versículo-âncora (ACF): "Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR." (Sl 150.6)
- Pergunta-chave: "Você tem fôlego?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "tenho!", "não!" (de brincadeira), "o que é fôlego?". Acolha e faça a respiração com a turma. Aprofunde: "E quem te deu o fôlego?" — "O Papai do Céu!".
- Se ninguém falar: ponha a mão no peito de você mesma, respire alto, e diga: "A tia tem fôlego! Olha, entra... e sai." Depois, sem tocar em ninguém: "Põe a mãozinha no seu peito. Sentiu? Você também tem!"
Ponto 2 — Deus soltou Paulo e Silas, e quem salva é Jesus
- Na revista: o Espaço da Bíblia, com a história de Paulo e Silas cantando na prisão e a confecção das correntes de cartolina. O final, com a resposta ao carcereiro, é o fechamento que você conduz a partir de Atos 16.
- O que ensinar: Paulo e Silas estavam presos porque falavam de Jesus, e mesmo ali cantaram para Deus. Deus mandou um tremor, as portas abriram, e ninguém se machucou. Depois, o homem que cuidava da cadeia quis conhecer Jesus. Quem soltou foi Deus; quem salva é Jesus.
- Versículo-âncora (ACF): "E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa." (At 16.31)
- Pergunta-chave: "O que Paulo e Silas fizeram lá dentro da prisão?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "cantaram!", "oraram!", "ficaram tristes!". Acolha todas: "Eles podiam estar tristes, mas cantaram para Deus!" Aprofunde: "E quem abriu as portas?" — "Deus!". "E quem salva a gente?" — "Jesus!".
- Se ninguém falar: cante baixinho um "aleluia" com as mãos juntas, como quem segura a corrente. Depois rasgue a sua correntinha de papel com um sorriso e diga: "Cantaram! E Deus abriu as portas!" Pergunte de novo, mais simples: "Eles cantaram ou ficaram quietinhos?"
Ponto 3 — Louvar com o corpo inteiro e com os instrumentos
- Na revista: o Espaço da História, com Davi tocando a harpa, os sons dos instrumentos, a criação que louva e o louvor com as mãos e os pés; e o Espaço das Artes, com o tambor de lata.
- O que ensinar: Davi louvava tocando harpa, e muitas músicas dele estão no livro de Salmos. O último salmo manda louvar com trombeta, harpa, tamborim, dança e címbalos. A gente louva com a voz, com as mãos, com os pés, com um tambor, e também ajudando a arrumar a sala. O louvor é com a vida inteira.
- Versículo-âncora (ACF): "Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa." (Sl 150.3)
- Pergunta-chave: "Com o que mais dá para louvar a Deus, além da boca?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "com a mão!", "com o pé!", "com o tambor!", "com o violão!". Acolha todas, com o gesto de cada uma. Aprofunde: "E arrumar o brinquedo também é louvar?" — "É!".
- Se ninguém falar: faça você os gestos, um de cada vez e sem dizer nada: a trombeta, a harpa, a palminha, o pé. Pergunte: "O que é isso?" e espere. Se ainda ninguém falar, diga o nome e convide a turma a imitar.
Dinâmica
- Objetivo: na brincadeira "Tudo o que tem fôlego", experimentar com o corpo que quem respira pode louvar, e que dá para louvar de muitos jeitos.
- Materiais: nenhum.
- Passo a passo: todos de pé, cada um no seu lugar, com espaço entre um e outro; quem preferir fica sentado e brinca do mesmo jeito. Ninguém corre e ninguém sai do lugar. Você diz cada chamada e faz o gesto junto: "Tudo o que tem fôlego... respira devagar!" (mão no peito, puxa e solta) — "Tudo o que tem fôlego... toca a trombeta!" (tu-ru-ru) — "Tudo o que tem fôlego... toca a harpa!" (plim, plim) — "Tudo o que tem fôlego... bate o tamborim!" (mão de leve na perna) — "Tudo o que tem fôlego... dança no lugar!" (balança o corpo) — "Tudo o que tem fôlego... faz os címbalos!" (palminhas deslizando, tsss, bem baixinho) — "Tudo o que tem fôlego... diz aleluia!" (volume médio, não grito). No fim, todos juntos, com o gesto: "Eu tenho fôlego, então eu louvo!" Repita duas vezes, trocando a ordem para a turma rir. Sem pegadinha e sem eliminação: ninguém "erra", ninguém sai da brincadeira, ninguém vai para a frente sozinho. Os címbalos são sempre palma deslizando, nunca palma batida perto do rosto do colega. Quem não quiser fazer gesto, respira e olha, e está brincando do mesmo jeito.
- Amarração (volta ao texto): "Foi isso que a última música da Bíblia mandou: 'Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR' (Sl 150.6). Vocês louvaram com o fôlego, com a mão, com o pé e com o corpo inteiro. E o fôlego de vocês foi presente do Papai do Céu."
Amarração + desafio da semana
- Amarração: "Hoje a gente chegou na última música do livro de Salmos. Ela diz que tudo o que tem fôlego louva ao SENHOR. O Davi louvava tocando a harpa. Paulo e Silas louvaram até na prisão, e Deus abriu as portas. E quem salva a gente é Jesus, que morreu na cruz no nosso lugar e voltou a viver. A gente louva com a voz, com o corpo, com o tambor e até arrumando a sala. Mão no peito, puxa o ar, solta... Eu tenho fôlego, então eu louvo!"
- Desafio: fale com quem veio buscar a criança, na porta, com o tambor de lata na mão dela. Papais, mamães e quem cuida da criança: esta tarefa é para fazerem junto com ela, nesta semana. Façam o aleluia do fôlego, na hora de dormir, em pelo menos três noites desta semana. Sentem juntos na cama. Cada um põe a mão no próprio peito; puxem o ar devagar pelo nariz e soltem pela boca, duas vezes, sem prender o ar e sem soprar forte. Depois a criança diz, do jeito dela: "Obrigado, Papai do Céu, pelo meu fôlego!" E todos levantam as mãos e dizem juntos: "Aleluia!" Se ela não quiser falar, ela faz o gesto e vocês falam por ela. Ninguém filma e ninguém corrige. Não precisa de nada além de vocês. Domingo, volte com a história.
Kit do professor
- Antes: leia o Salmo 150 inteiro na sua Bíblia, devagar, em voz alta, como oração de agradecimento pelo trimestre. Leia também Atos 16.22-34 (Paulo e Silas) e 1 Samuel 16.14-23 (Davi e a harpa), para saber de onde vem cada cena. Ensaie o gesto e decore a frase com as mesmas palavras: "Eu tenho fôlego, então eu louvo!" Na véspera, monte as correntinhas de papel com cola e prepare as latas (sem lacre, borda conferida, tampa presa com fita crepe, nome de cada criança).
- Leve: a sua Bíblia; o versículo escrito no quadro; as figuras da história; as correntinhas de cartolina já coladas, em pedaços de três ou quatro elos; as latas de achocolatado com tampa; fita crepe; papel colorido, cola branca e giz de cera grosso; um saquinho para recolher os pedaços de papel. A tesoura e o grampeador ficam com você, fora do alcance.
- Sobre o versículo: a revista imprime Salmos 150.6 em linguagem infantil: "Todos os seres vivos, louvem o SENHOR! Aleluia!" Em ACF, o versículo diz: "Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR" (Sl 150.6). As palavras mudam e a ideia é a mesma: quem está vivo e respira pode louvar a Deus. "Aleluia" é "louvai ao SENHOR" em hebraico. Leia da sua Bíblia sem preocupação. A frase de apoio, "Eu tenho fôlego, então eu louvo", não é o versículo: é a lição dita do jeito da criança. O Espaço da Reflexão da revista é devocional seu, não o versículo da criança.
- Cuidado com a doutrina: louvor não é barganha nem chave mágica. As frases da revista "o louvor pode salvar nossas vidas" e "quando adoramos, Ele fica contente e nos abençoa" não são ditas assim na sala: quem livrou Paulo e Silas foi Deus, quem salva é Jesus (At 16.31), e Deus nos abençoa sem a gente pedir, como diz o próprio corinho da lição. A história de Paulo e Silas está em Atos 16, não no Salmo 150; diga "e agora eu vou contar o que aconteceu com dois amigos de Jesus". O "espírito mau" de 1 Samuel 16.23 não é explicado para a criança; diga que o rei ficava agitado e triste. Não ensine que música cura ou espanta coisa ruim. "Não importa a maneira de adorar" não é "qualquer coisa serve": o louvor é ao SENHOR, de coração. A frase sobre Jesus é anúncio e convite para cada criança, sem pressão, sem mão levantada e sem oração repetida que ela não entende.
- Segurança: confira a sala antes (fios, tomadas, objetos pequenos, quinas). Tesoura e grampeador são só seus. As correntinhas são coladas, sem grampo, e não vão no braço: a criança segura com as mãos e rasga; os pedaços vão para o saquinho. O tambor é sem bexiga (pedaço de bexiga engasga), com a tampa da própria lata presa com fita crepe, borda conferida, e tocado com a mão aberta, sem canudinho. Nenhum instrumento caseiro com grão, feijão, botão, tampinha ou guizo solto dentro. Volume médio, nunca o mais alto possível; os címbalos são palminha deslizando, nada batido perto do ouvido; a criança que se incomoda com barulho participa só com gesto. A respiração é devagar, sem prender o ar e sem soprar forte. Ninguém é obrigado a cantar nem a tocar, ninguém canta sozinho na frente da turma, ninguém ganha prêmio por louvar mais alto, ninguém é comparado. Lembrancinha de fim de trimestre é igual para todos, sem prêmio de presença. Não filme as crianças para postar. Abraço só quando a criança vier abraçar. Paulo e Silas são contados sem surra e sem machucado, e o tremor como surpresa de Deus, não como susto. Não diga que cadeia é lugar de gente má, nem prometa que cantar abre porta de cadeia: pode ter na sala uma criança com alguém da família preso. "Papai e mamãe" vira "quem cuida de você". Se alguma criança contar algo sério, acolha na hora sem pedir detalhes na frente das outras e leve à liderança no mesmo dia. O adulto resolve; a criança avisa.
- Ore antes: agradeça a Deus por cada criança que passou pela sua sala neste trimestre, pelo nome. E peça que cada uma saia sabendo que o fôlego dela é presente de Deus, e que Jesus a ama.
Lição de Casa
Sua missão da semana
Papais, mamães e quem cuida da criança: esta tarefa é para fazerem junto com ela, nesta semana. Façam o aleluia do fôlego, na hora de dormir, em pelo menos três noites desta semana. Sentem juntos na cama. Cada um põe a mão no próprio peito; puxem o ar devagar pelo nariz e soltem pela boca, duas vezes, sem prender o ar e sem soprar forte. Depois a criança diz, do jeito dela: "Obrigado, Papai do Céu, pelo meu fôlego!" E todos levantam as mãos e dizem juntos: "Aleluia!" Se ela não quiser falar, ela faz o gesto e vocês falam por ela. Ninguém filma e ninguém corrige. Não precisa de nada além de vocês.
Por quê
Na aula, a criança aprendeu a última música do livro de Salmos: "Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR" (Sl 150.6). Quando ela sente o próprio fôlego e agradece a Deus por ele, aprende que a vida é presente do Papai do Céu, e que louvar não é só cantar: é responder a Deus com tudo o que a gente é.
Como saber que você fez
Se em três noites desta semana vocês respiraram juntos e disseram "Obrigado, Papai do Céu, pelo meu fôlego! Aleluia!", vocês fizeram.
Domingo, volte com a história
Contem na salinha em quantas noites fizeram o aleluia do fôlego e o que a criança disse para o Papai do Céu. Domingo, volte com a história.

















