Texto Áureo
“Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra.” (Sl 121.1,2)
O Salmo 121 era cantado pelas famílias que caminhavam entre as montanhas até a casa de Deus, e responde a uma pergunta: de onde vem o socorro? Socorro é a ajuda que chega quando a gente não consegue sozinho, e ela vem do SENHOR, que fez o céu e a terra e nunca dorme. Em ciclos curtos, com a montanha de mãozinhas verdes e as duas mãos para cima, a criança aprende a chamar o Papai do Céu e quem cuida dela, e a conhecer Jesus, que estende a mão para quem pede.
Leitura bíblica para 2027Leia a Bíblia inteira em 2027Quatro leituras por dia, no plano de McCheyneConheça a Bíblia McCheyne Professora, hoje a turma aprende uma música que nasceu na estrada. Famílias inteiras caminhavam muitos dias até a casa de Deus, em Jerusalém, e o caminho passava no meio de montes. Olhando para eles, cantavam uma pergunta e a resposta: "Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra" (Sl 121.1,2).
A lição inteira cabe numa frase e num gesto. A frase é: "O meu socorro vem do Senhor!" O gesto: levantar as duas mãos para cima, bem abertas, enquanto fala. Treine em casa até sair natural. A turma está no décimo primeiro domingo do trimestre sobre Salmos, o livro das músicas para Deus. No domingo passado, aprendeu que a Bíblia é a lanterninha do Papai do Céu; hoje descobre a quem chamar quando precisa de ajuda. A leitura bíblica da classe é o Salmo 121 inteiro (Sl 121.1-8).
O objetivo da revista é enfatizar o amor e o cuidado de Deus para com o seu povo, neste mundo e por toda a eternidade. Uma criança de 3 anos não guarda a palavra "eternidade", mas guarda isto: quando eu não consigo sozinho, eu peço ajuda; o meu socorro vem do Papai do Céu, que fez tudo; Ele me ajuda de muitos jeitos, e um deles é pelas mãos de quem cuida de mim; Ele nunca dorme, nem pisca; Ele cuida de mim quando eu saio e quando eu volto para casa; e Jesus estende a mão para quem chama por Ele.
Esta aula é parecida com a da Lição 8, e não é igual. No Salmo 91, a turma aprendeu que o Papai do Céu é o Protetor: o muro, a sombra, as asas da galinha. Hoje o assunto é a outra ponta: o que a criança faz quando precisa. Ela chama. "Socorro" é a ajuda que chega quando a gente não consegue sozinho, e a criança aprende que pedir ajuda não é feio, nem para o Papai do Céu nem para quem cuida dela. Não repita as asas e o muro; deixe esta aula ter a cara dela: as montanhas, a pergunta e a resposta, e as duas mãos para cima.
Quatro cuidados antes de começar.
O primeiro é o de não prometer que nada de ruim acontece. A história da revista diz que Deus "não deixa faltar nada para a nossa família", que fica "vigiando para que nenhum mal nos aconteça" e que "nada poderá fazer mal a vocês, nem de dia, e nem de noite". O salmo, de fato, diz: "O SENHOR te guardará de todo o mal; guardará a tua alma" (Sl 121.7). Mas repare no fim do verso: Ele guarda a alma, a vida inteira da pessoa, "desde agora e para sempre" (Sl 121.8). É a promessa de que Deus não larga os seus nunca, nesta vida e na eternidade, e não a promessa de que a criança nunca vai cair, ficar doente ou passar por perda. Outro salmo diz isso com todas as letras: "Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia" (Sl 46.1). A angústia vem, e o socorro está presente nela. Na sua sala pode haver uma criança que esteve internada, que perdeu a vovó, ou cuja família está passando aperto para pôr comida na mesa. Ela não pode sair da aula achando que aquilo aconteceu porque faltou fé, nem que Deus a esqueceu. Por isso esta aula não repete essas frases da revista. Diz: o Papai do Céu ajuda você, fica pertinho quando é difícil, e nunca larga a sua mão.
O segundo é o de não usar imagem que assuste. A montanha desta aula é bonita, verde, com árvores e passarinhos, e ninguém cai dela: nada de precipício, tempestade, escuridão ou "homens malvados", que aparecem na história da revista e não entram na boca da professora do Maternal. E a explicação do versículo na revista fala dos falsos deuses que o povo adorava em cima dos montes. Isso é para você entender o salmo; para a criança de 3 anos, não descreva ídolo nem altar. Diga uma frase só: "A montanha é bonita, mas montanha não ajuda ninguém. Quem ajuda é o Papai do Céu, que fez a montanha."
O terceiro é o de ensinar a pedir ajuda às pessoas certas. "Peça ajuda" nunca pode virar "faça o que qualquer adulto mandar". A criança pede ajuda a quem cuida dela: pai, mãe, avó, a professora da igrejinha. Quando a revista disser "papai e mamãe", diga "quem cuida de você", porque há crianças que moram com a avó, com o tio, num abrigo, ou com só um dos pais. E se uma criança contar algo que a assustou ou machucou, aqui ou em casa, quem resolve é o adulto. O adulto resolve; a criança avisa.
O quarto é o de não fazer do pedido uma mágica. Chamar o Papai do Céu não é apertar um botão para as coisas darem certo, nem cantar para ganhar vitória. Às vezes Deus socorre pelas mãos da mamãe, do médico, do remédio, da professora; o médico é um meio, e quem socorre é Deus. A criança aprende a chamar e a confiar, não a negociar.
I — Chegada, a bola e o louvor
Chegue cedo. Esta lição usa uma bola, cartolina branca, fita adesiva, lápis, tinta guache verde atóxica, pincel, pano úmido e giz de cera grosso. Deixe tudo separado e fora do alcance, e tire da sala o que pode machucar: objeto pequeno que cabe na boca, fio solto, tomada aberta, quina de mesa. Antes da aula, desenhe a montanha na cartolina (seção II) e prepare as folhas da arte (seção IV). A revista lembra, no Espaço da Professora, que o guarda de Israel não cochila e que você pode ficar tranquila diante das provas. Antes de ensinar isso, descanse nisso: ore entregando cada criança pelo nome, e entregue também o que está pesando em você nesta semana.
Receba as crianças uma a uma, pelo nome, agachada na altura dos olhinhos. Faça o acolhimento do jeito que a criança aceitar: um "oi" sorrindo, um "toca aqui", um aceno. Abraço só quando ela vier abraçar. A revista sugere conversar sobre a semana: o que fizeram na escola, em casa. Ouça um ou dois, sem obrigar ninguém a falar. Relembre a lição passada em uma frase, com o gesto daquele dia: "Lembra? A Bíblia é a lanterninha do Papai do Céu!" (apontar para os pés e depois para a frente). Faça a oração inicial em eco, bem curta, parando em cada reticência: "Papai do Céu... obrigado por cada amiguinho aqui... e pela família de cada um... cuida da gente hoje... em nome de Jesus, amém."
A bola que passa para trás. A revista sugere uma brincadeira para quebrar o gelo. As crianças ficam em fila, uma atrás da outra, em pé. A primeira recebe a bola e, enquanto todos cantam um corinho, passa a bola por cima da cabeça, com as duas mãos, para a criança de trás, e assim vai até o fim da fila. Quando você para de cantar, quem estiver com a bola vai para o fim da fila, e a brincadeira continua. Ninguém sai, ninguém perde. Use uma bola leve e macia, que não machuca se cair, e a bola é entregue, nunca jogada. Com mais de seis ou sete crianças, faça duas filas curtas, uma com você e outra com a auxiliar. Quem não quiser entrar na fila fica do seu lado batendo palminha e está brincando do mesmo jeito.
No fim, sente a turma e diga: "Viram? A bola chegou até o fim da fila porque um ajudou o outro. Sozinho, ninguém consegue passar a bola para trás de si mesmo! Às vezes a gente precisa de ajuda. Hoje a Bíblia vai mostrar de onde vem a ajuda."
No Espaço do Louvor, a revista traz o mesmo corinho da Lição 8: "O Senhor te guardará de todo o perigo; Ele te protegerá do Inimigo." Cante as duas primeiras linhas com o corpo, as mãos para cima no "Senhor", ou escolha outro corinho que a turma já saiba sobre o cuidado de Deus. Não feche o louvor na última linha impressa, "é só louvar e a vitória chegará": para a criança, ela vira troca (eu canto, Deus me dá). A gente canta porque Deus é bom. Ninguém é obrigado a cantar: quem preferir só faz o gesto, ou só olha, e está participando do mesmo jeito.
🏛 Curiosidade. O Salmo 121 faz parte de um grupo de quinze cânticos, do Salmo 120 ao 134, que muitos entendem como as músicas das famílias que subiam a Jerusalém para as festas na casa de Deus. Jerusalém fica num lugar alto, e o caminho subia e descia entre montes, com sol forte de dia e noites frias. Era uma viagem a pé, de muitos dias, e as famílias cantavam pelo caminho. Por isso o salmo fala de pé que não escorrega, de sombra, de dia e de noite, de saída e de chegada: é música de quem está andando.
II — O versículo e a montanha de mãozinhas
Escreva o versículo no quadro antes da aula. A revista traz Salmos 121.1,2 em linguagem de criança: "Olho para os montes e pergunto: 'De onde virá o meu socorro?' O meu socorro vem do SENHOR Deus, que fez o céu e a terra." Na sua Bíblia, em ACF, ele diz:
"Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra." (Sl 121.1,2)
As palavras mudam, a ideia é a mesma: a ajuda não vem da montanha; vem de quem fez a montanha. Leia o versículo algumas vezes, devagar, e deixe a turma repetir em eco, como a revista pede. Divida em pedacinhos, cada um com um gesto. No "levantarei os meus olhos para os montes", todos põem a mão na testa, como quem olha longe, e olham para cima. No "o meu socorro vem do SENHOR", as duas mãos sobem, bem abertas. No "que fez o céu e a terra", aponte para cima (o céu) e depois para o chão (a terra).
Explique uma palavra só, que é a palavra do dia: socorro. "Sabe o que é socorro? É a ajuda que chega quando a gente não consegue sozinho. Quando você não consegue calçar o sapato sozinho, você chama alguém, e a pessoa vem ajudar. Isso é socorro!" E feche com a frase da lição, as duas mãos para cima: "O meu socorro vem do Senhor!"
A montanha de mãozinhas. Antes da aula, prenda a cartolina branca na parede ou no quadro com fita adesiva, na altura das crianças, e desenhe nela, a lápis, o contorno de uma montanha grande. Na aula, uma criança de cada vez, pergunte: "Posso pintar a sua mãozinha de verde?" Se ela quiser, passe a tinta guache verde na palma dela com o pincel, e ela carimba a mão aberta dentro do desenho da montanha, com a sua ajuda. Limpe a mãozinha na hora, com o pano úmido, antes de ela voltar para a roda. Quem não quiser a mão pintada pode carimbar só a pontinha do dedo, ou segurar o pincel junto com você e fazer um risquinho verde: está ajudando do mesmo jeito. A tinta fica na sua mão, não na dela, e você fica perto o tempo todo, porque nessa idade tudo vai para a boca.
Quando a montanha ficar verdinha, todos olham juntos: "Que montanha bonita! Todo mundo ajudou a fazer. E quem fez as montanhas de verdade, as grandonas, lá longe? O Papai do Céu!" Repita o versículo mais uma vez, todos de frente para a montanha, com a mão na testa e depois as duas mãos para cima.
A revista explica o versículo contando que, antigamente, as pessoas que adoravam falsos deuses construíam casas para eles no alto das montanhas, e pediam ajuda a eles, mas eles não tinham poder nenhum. É uma explicação boa, e é a sua chave para entender por que o cantor faz a pergunta. Para a turma do Maternal, não descreva os falsos deuses nem as casas deles. Diga do jeito simples: "A montanha é bonita, mas montanha não ajuda ninguém. Quem ajuda é o Papai do Céu, que fez a montanha!" E mude uma frase que a revista põe no fim: em vez de "quando estiver em apuros", diga "quando você precisar de ajuda", e em vez de prometer que Ele vai livrar "de todo e qualquer mal", diga: "Chama o Papai do Céu. Ele escuta você e nunca larga a sua mão."
III — A história: o caminho das montanhas
Leve a turma para o cantinho da história, sentadinha em roda, com as figuras da revista na mão e a sua Bíblia por perto. Conte devagar, com o corpo, e deixe a criança responder onde a história pergunta.
(Mostre a figura da montanha. Faça os olhos ficarem grandes.)
Crianças, vocês já viram uma montanha? (Deixe responder.) Montanha é um montão de terra e de pedras, bem alto, lá em cima. Olha como ela é grandona! Subir a montanha cansa... (Marche no lugar, devagar, e faça "ufa!".) Ufa! A perna fica cansada e dá sede.
(Mostre a segunda figura. Voz de curiosidade.)
E o que será que tem lá em cima? Algumas montanhas têm neve, branquinha e gelada. Outras têm árvores, plantinhas e bichinhos. Será que o passarinho consegue voar lá no alto? (Faça as asinhas com as mãos.) Consegue! E será que o Papai do Céu mora lá em cima da montanha? (Deixe responder.) Não! O Papai do Céu é maior que a montanha. Ele está no céu, acima de tudo, mais alto que as estrelas. E Ele também está pertinho de você, aqui, agora.
(Mostre a terceira figura. Voz alegre.)
A Bíblia tem um livro cheio de músicas para Deus, o livro de Salmos. E uma dessas músicas era cantada por famílias que faziam uma caminhada bem comprida até a casa de Deus, numa cidade chamada Jerusalém. Naquele tempo não tinha carro nem ônibus: todo mundo ia a pé, papai, mamãe, vovô, as crianças, e o caminho passava no meio das montanhas. Subia, descia, subia de novo... (Marche no lugar e convide a turma a marchar junto.)
(Mostre a quarta figura. Ponha a mão na testa e olhe para cima.)
E enquanto caminhavam, as famílias olhavam para cima, para as montanhas, e cantavam uma pergunta: "De onde vem o meu socorro?" (Mão na testa, olhando longe.) Quer dizer: quem vai me ajudar? E logo vinha a resposta, a mais bonita da música: "O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra!" (As duas mãos para cima.) A ajuda não vem da montanha. Vem do Papai do Céu, que fez a montanha! Fala comigo, com as duas mãos para cima: "O meu socorro vem do Senhor!"
(Sente mais perto. Voz de conversa.)
Sabe o que é socorro? É a ajuda que chega quando a gente não consegue sozinho. Quando você não consegue abrir o potinho, o que você fala? (Deixe responder: "Me ajuda!") Isso! E quando você não alcança o copo lá no alto da mesa? "Me ajuda!" E quando você cai e machuca o joelho, quem você chama? (Deixe responder: a mamãe, o papai, a vovó, a tia...) Pois é! Pedir ajuda não é feio. Gente grande também pede ajuda! Até as famílias da música pediam: "De onde vem o meu socorro?"
E sabe a quem você pode pedir ajuda? A quem cuida de você: a mamãe, o papai, a vovó, a professora... E ao Papai do Céu também! É só chamar: "Papai do Céu, me ajuda!" E sabe uma coisa bonita? Muitas vezes o Papai do Céu ajuda você pelas mãos de quem cuida de você. Quando a mamãe vem correndo e põe você no colo, é o Papai do Céu cuidando de você pelas mãos dela.
(Faça cara de quem vai contar um segredo.)
E tem mais uma coisa na música. Quem aqui sabe piscar? Vamos piscar! (Pisquem juntos, rapidinho.) Viram como é rápido? Abre, fecha, abre... A Bíblia diz que o Papai do Céu não cochila. Ele não dá nem uma piscadinha! Ele fica acordado o tempo todo, cuidando de você. Você dorme, e Ele fica acordado.
E a música diz que Ele guarda a sua saída e a sua chegada. (Dê tchau com a mão.) Quando você sai de casa para ir à escola, à igreja, à casa da vovó, tchau! O Papai do Céu vai junto. (Faça o gesto de abrir uma porta.) E quando você volta para casa, oi! O Papai do Céu está junto também. Na ida e na volta, é o mesmo Papai do Céu cuidando de você.
(Mostre a figura de Jesus, se houver, ou só a Bíblia aberta. Chegue mais perto e fale mais baixo. Esta é a melhor parte.)
Sabe quem sempre ajudava quem pedia? Jesus! Um dia, um amigo dEle chamado Pedro ficou com medo do vento forte e chamou bem alto: "Senhor, salva-me!" E Jesus, na mesma hora, estendeu a mão e segurou Pedro. (Estenda a mão aberta, devagar.) Jesus ama você tanto, tanto, que deu a vida dEle na cruz no seu lugar. E no terceiro dia, Ele voltou a viver! Quando você chama, Ele escuta.
Feche com a frase da lição e o gesto, todos juntos, duas vezes: "O meu socorro vem do Senhor!" (As duas mãos para cima.) E uma oração curtinha, em eco: "Papai do Céu... quando eu precisar de ajuda... eu chamo o Senhor... e chamo quem cuida de mim... obrigado por Jesus... amém."
(Cuidados de condução. Leia antes de entrar no cantinho.)
Algumas frases da revista foram trocadas de propósito. A história impressa diz que Deus nos ajuda "quando o papai e mamãe não conseguem trabalhar para comprar a nossa comidinha", "quando ficamos com medo do escuro, dos homens malvados", que "Deus não deixa faltar nada para a nossa família" e que "nada poderá fazer mal a vocês". Não leia essas frases para a turma. A criança cuja família está sem trabalho, ou que tem alguém doente em casa, ouviria que Deus falhou com ela; e a criança que nunca pensou em "homens malvados" vai dormir pensando neles. A história acima diz a verdade do salmo sem prometer o que o salmo não promete: Deus ajuda, escuta quem chama e não larga a mão de ninguém.
A casa de Deus, não "a igreja". A revista diz que o povo "havia construído uma igreja" em Jerusalém. Naquele tempo, a casa de Deus em Jerusalém era o templo, e é por isso que esta história fala em "casa de Deus". A turma já conhece essa expressão da Lição 7.
Medo não é pecado, e pedir ajuda não é fraqueza. Se alguma criança disser que tem medo, acolha: "Muita gente tem medo. Quando der medo, você chama quem cuida de você e chama o Papai do Céu." Não diga "criança de Deus não tem medo", e não diga "quem confia em Deus não precisa de ajuda". A Bíblia faz o contrário: ensina a chamar. "E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás" (Sl 50.15).
Quem cuida de você. Quando a história disser "a mamãe", deixe a criança completar com quem cuida dela: a vovó, o titio, a tia do abrigo. E diga "pedir ajuda a quem cuida de você", nunca "obedecer a qualquer adulto". Se alguma criança contar algo sério, que a assustou ou que a machucou, acolha na hora sem pedir detalhes na frente das outras: "Obrigada por me contar." Leve à liderança no mesmo dia. O adulto resolve; a criança avisa.
O vento de Pedro é vento, não tempestade. A história de Pedro está em Mateus 14. Para o Maternal, conte só o que está acima: o vento forte, o medo, o chamado e a mão de Jesus. Não fale do mar fundo nem de afundar. E a bronca de Jesus a Pedro ("Homem de pequena fé, por que duvidaste?", Mt 14.31) não entra na aula: repare que Jesus segurou primeiro e falou depois. Para a criança, o recado é a mão estendida.
Jesus é convite, não carimbo. "Quando você chama, Ele escuta" é anúncio e chamado para cada criança. Diga com calma, sem pressão e sem pedir mão levantada.
🕊 A nossa leitura. O Salmo 121 começa com uma pergunta e uma confissão: o cantor olha, pergunta e responde com a boca dele, "O meu socorro vem do SENHOR" (Sl 121.2). A confiança é resposta de quem se volta para Deus, e não um decreto que dispensa o crente de buscá-Lo; por isso a Bíblia convida a chamar: "invoca-me no dia da angústia" (Sl 50.15). E o Deus que socorria os peregrinos socorre hoje. Ele não ficou no passado: é "socorro bem presente na angústia" (Sl 46.1), e está presente com os seus pelo Espírito Santo. O salmo termina no "para sempre" (Sl 121.8): o cuidado de Deus vai além desta vida, até a eternidade, e é isso que o objetivo da revista quer que a criança leve.
IV — A arte: as cores do caminho
A revista fecha a manhã no Espaço das Artes: um desenho para pintar com giz de cera, seguindo um gabarito de cores numerado. A ideia é boa, mas a criança de 3 anos ainda não lê número. Troque o número pela cor. Na véspera, pinte um pontinho da cor certa em cada parte do desenho (verde na montanha, azul no céu, amarelo no sol, por exemplo) e escreva o nome da criança no canto da folha.
Na aula. Entregue uma cor de cada vez, como a revista sugere. Mostre o pontinho: "Onde tem pontinho verde, a gente pinta de verde." Ajude quem precisar e deixe quem preferir pintar do seu jeito. Rabisco também vale, cor trocada também vale, e ninguém é comparado. Giz de cera grosso, que não quebra fácil nem cabe na boca.
Enquanto pintam, relembre a história em perguntas curtas: "A família ia a pé para onde?" (Para a casa de Deus!) "O que eles viam no caminho?" (Montanhas!) "De onde vem o socorro?" (Do Senhor!) "Quando você precisa de ajuda, quem você chama?" (O Papai do Céu e a mamãe!) Aceite qualquer nome de quem cuida da criança.
A revista pede que você diga às crianças que, "todas as vezes que elas estiverem em perigo", devem pedir ajuda ao Papai do Céu. Diga sem a palavra perigo, e sem deixar o adulto de fora: "Quando você precisar de ajuda, chama o Papai do Céu, e chama quem cuida de você também. Os dois!"
Na despedida. Peça às crianças que ajudem a guardar o giz, cada uma com uma tarefinha pequena; quem não conseguir sozinho, diz "me ajuda!", e você ajuda, com festa. Façam juntos, uma última vez, a frase com as duas mãos para cima. Depois, a oração final em eco: "Papai do Céu... obrigado porque o Senhor fez o céu e a terra... obrigado porque o Senhor nunca dorme... me ajuda na ida e na volta... obrigado por Jesus... em nome de Jesus, amém." Entregue a arte a quem veio buscar a criança, com o recado da lição de casa. A montanha de mãozinhas fica na parede da sala até domingo que vem.
Cristo na lição
O Salmo 121 responde à pergunta "de onde vem o meu socorro?" com um nome: o SENHOR, que fez o céu e a terra. No Novo Testamento, esse socorro ganha rosto e mão. Pedro, no meio do vento forte, fez uma oração curtinha: "Senhor, salva-me!" E o texto continua: "E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o" (Mt 14.30,31). Repare no "logo". Jesus não esperou Pedro ter mais fé para socorrê-lo; segurou primeiro e conversou depois. É assim que a criança precisa conhecer Jesus: Aquele que estende a mão para quem chama.
O salmo também diz que o guarda de Israel não dorme (Sl 121.4). Jesus se apresentou como o pastor que não larga as ovelhas, e foi além de qualquer guarda: "Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas" (Jo 10.11). Ele morreu na cruz no nosso lugar e, no terceiro dia, ressuscitou. Por isso o "desde agora e para sempre" do salmo (Sl 121.8) não é exagero de poeta: "E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão" (Jo 10.28). O socorro que começa no joelho ralado termina na vida eterna.
E por isso a carta aos Hebreus ensina a igreja a falar como o peregrino: "E assim com confiança ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem" (Hb 13.6). O "meu socorro" do peregrino virou o "meu ajudador" de quem crê em Jesus.
Para a criança, tudo isso cabe numa frase, dita uma vez, olhando nos olhos, depois da história e antes da oração:
"Jesus morreu na cruz no meu lugar e voltou a viver. Quando eu chamo, Ele escuta e estende a mão."
Uma frase, um convite, sem pressa. Depois, todos juntos, bem baixinho, com a mão aberta estendida: "Obrigado, Jesus!"
(Para você, professora: o Espaço da Reflexão da revista é devocional seu, não o versículo da criança. Ele explica que olhar para os montes era recusar o socorro dos falsos deuses e confessar o Deus que fez o céu e a terra. Pergunte a si mesma para onde os seus olhos têm subido nesta semana, e onde você tem buscado socorro primeiro.)
Aplicação Prática
A frase da porta. O salmo termina com "O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre" (Sl 121.8). Quando saírem de casa com a criança, parem um instantinho na porta e digam juntos, com as duas mãos para cima: "O meu socorro vem do Senhor!" Não é reza de proteção para a viagem; é a família lembrando, em voz alta, quem cuida dela. É a Lição de Casa desta semana.
Ensinem a pedir ajuda com palavras, e respondam com carinho. Criança pequena que não consegue alguma coisa costuma chorar, jogar o brinquedo ou desistir. Ensinem a dizer "Me ajuda?" e, quando ela disser, venham com alegria: "Que bom que você pediu!" Não riam do pedido e não digam "você já é grande, faz sozinho" toda vez. A criança que aprende que pedir ajuda é bom em casa aprende mais fácil a chamar o Papai do Céu.
Digam, com nome, quem são as pessoas de confiança. "Se você precisar de ajuda, você chama a mamãe, a vovó, a tia Ana da igrejinha." E digam também que ela pode contar para vocês qualquer coisa que a deixou com medo, sem levar bronca por contar. Isso é cuidado de Deus pelas mãos da família.
Quando vier a dor, chamem juntos, e façam o que precisa ser feito. Febre, tombo, consulta no médico: segurem a mão da criança e orem curtinho, "Papai do Céu, ajuda a gente", e depois deem o remédio, levem ao médico, façam o curativo. Deus socorre também por esses meios. E se a dor for grande, se alguém da família ficar doente ou partir, não digam que faltou fé. Digam: "O Papai do Céu está aqui com a gente e não larga a nossa mão."
Oração Final
Papai do Céu, obrigado porque o Senhor fez o céu, a terra e as montanhas, e é o socorro destas crianças. Obrigado porque o Senhor nunca dorme e guarda a saída e a chegada de cada uma delas. Ensina cada criança a chamar o Senhor e a pedir ajuda a quem cuida dela, sem vergonha. Dá sabedoria e paciência a quem cuida delas em casa. Fica pertinho da criança que está doente, que está triste porque perdeu alguém, ou cuja casa está passando aperto, e não solta a mão dela. Obrigado por Jesus, que morreu na cruz no nosso lugar, voltou a viver e estende a mão para quem chama. Guarda também cada professora. Em nome de Jesus, amém.
Soli Deo Gloria — a Escritura governa; todo o resto, de joelho.
Perguntas Frequentes
O que a lição 11 do Maternal ensina sobre o Salmo 121?+
Que o socorro vem do Papai do Céu. As famílias que subiam para a casa de Deus olhavam para as montanhas do caminho e cantavam: 'O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra' (Sl 121.2). Socorro é a ajuda que chega quando a gente não consegue sozinho. Para a criança de 3 e 4 anos, a lição cabe numa frase com gesto, as duas mãos para cima: 'O meu socorro vem do Senhor!' E ela aprende a pedir ajuda: ao Papai do Céu e a quem cuida dela.
Qual é o texto áureo da lição 11 do Maternal?+
É Salmos 121.1,2, e a leitura bíblica da classe é o Salmo 121 inteiro (Sl 121.1-8). A revista traz os versículos em linguagem infantil: 'Olho para os montes e pergunto: De onde virá o meu socorro? O meu socorro vem do SENHOR Deus, que fez o céu e a terra.' Em ACF, eles dizem: 'Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra.' A ideia é a mesma: a ajuda não vem da montanha, vem de quem fez a montanha.
Como ensinar a criança a confiar em Deus sem prometer que nada de ruim vai acontecer?+
Leia o Salmo 121 até o fim. Ele diz: 'O SENHOR te guardará de todo o mal; guardará a tua alma' (Sl 121.7), e termina com 'desde agora e para sempre' (Sl 121.8). A promessa é que Deus guarda a vida da criança e não a larga nunca, nem nesta vida nem na eternidade; não é que ela nunca vai cair, ficar doente ou chorar. Outro salmo chama Deus de 'socorro bem presente na angústia' (Sl 46.1): a angústia acontece, e o socorro está presente nela. Criança doente, ou que perdeu alguém, não sofreu por falta de fé dela nem da família.
Se o socorro vem de Deus, a criança ainda precisa pedir ajuda aos adultos?+
Precisa, sim. Um dos jeitos de o Papai do Céu socorrer a criança é pelas mãos de quem cuida dela: o pai, a mãe, a avó, a professora, o médico. Pedir ajuda a essas pessoas não é falta de fé; é aceitar o cuidado que Deus mandou. Ensine a criança a chamar as duas coisas, sem escolher entre elas: 'Papai do Céu, me ajuda!' e 'Mamãe, me ajuda!'. E combine com ela quem são as pessoas de confiança, pelo nome. O adulto resolve; a criança avisa.
O que significa 'levantar os olhos para os montes' no Salmo 121?+
O Salmo 121 faz parte de um grupo de cânticos (Salmos 120 a 134) que muitos entendem como músicas das famílias que subiam a Jerusalém para adorar a Deus. O caminho passava entre montes. Há duas leituras do verso 1: alguns lembram que nos montes havia altares de falsos deuses, e o cantor diz que o socorro não vem de lá; outros entendem que os olhos sobem para o monte de Jerusalém, onde ficava a casa de Deus. Nas duas, a resposta é a mesma: o socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra (Sl 121.2). Para a criança, basta isto: a montanha é bonita, mas quem ajuda é quem fez a montanha.
Meu filho tem medo de dormir sozinho. Dá para usar o Salmo 121?+
Dá. O salmo diz: 'Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel' (Sl 121.4); tosquenejar é cochilar. Diga à criança, na hora de deitar: 'Você dorme, e o Papai do Céu fica acordado.' E ensine que, se o medo vier de noite, ela pode chamar quem cuida dela e chamar o Papai do Céu, e que chamar não é feio. Deixem uma luzinha acesa se ela pedir; confiar em Deus não é provar coragem no escuro. A Bíblia tem um versículo para essa hora: 'Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança' (Sl 4.8).
Guia do Professor
Essência da aula
Quando eu não consigo sozinho, eu peço ajuda: o meu socorro vem do Papai do Céu, que fez o céu e a terra, nunca dorme e me ajuda também pelas mãos de quem cuida de mim; e Jesus, que morreu na cruz no meu lugar e voltou a viver, estende a mão para quem chama.
Mapa da aula
| Tempo | Etapa |
|---|---|
| 0–5 min | Chegada, cada criança recebida pelo nome, conversa da semana, oração inicial em eco |
| 5–12 min | A bola que passa para trás + corinho |
| 12–20 min | O versículo em pedacinhos com gesto + a palavra "socorro" + a montanha de mãozinhas |
| 20–28 min | A história: as montanhas, a pergunta e a resposta, o "Me ajuda!", o piscar, a saída e a chegada, e a mão de Jesus |
| 28–32 min | Brincadeira: "O caminho das montanhas" |
| 32–40 min | A arte: pintar pelas cores |
| 40–45 min | Arrumar a sala, a frase com as duas mãos, Jesus em uma frase, oração e recado para quem cuida da criança |
Comece assim
Sente-se no chão com a turma, em roda, com um sapato ou uma sandália de criança na mão (pode ser de um filho seu ou de um sobrinho). Tente calçar a sandália na sua mão, com cara de atrapalhada: "Ih... não consigo fechar!" Tente de novo, faça "ai, ai, ai". Então pergunte: "Quando você não consegue calçar o sapato sozinho, o que você faz?" Conte até cinco em silêncio. Vão aparecer "chamo a mamãe!", "peço ajuda!", "choro!". Ria junto e acolha tudo. "Isso! A gente chama alguém e fala: me ajuda!"
Então baixe a voz, com cara de segredo: "Sabe como se chama a ajuda que chega quando a gente não consegue sozinho? Socorro!" Repitam juntos: "so-cor-ro!" Feche: "Hoje a Bíblia vai contar de uma família que cantava uma música sobre o socorro. E vai mostrar de onde ele vem." Se não tiver sandália, conte a cena com as mãos, como se estivesse fechando uma fivela.
Ponto 1 — O meu socorro vem do Senhor
- Na revista: o Espaço da Bíblia, com Salmos 121.1,2 repetido algumas vezes com as crianças, a explicação do versículo e a montanha de mãozinhas verdes.
- O que ensinar: as famílias olhavam para as montanhas e perguntavam de onde vinha a ajuda. A montanha é bonita, mas não ajuda ninguém. O socorro vem do Papai do Céu, que fez a montanha, o céu e a terra.
- Versículo-âncora (ACF): "O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra." (Sl 121.2)
- Pergunta-chave: "Quem fez as montanhas?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "o Papai do Céu!", "Deus!", "Jesus!". Acolha todas: "Isso! Foi Deus quem fez." Aprofunde: "E a montanha pode ajudar você?" — "Não!". "E quem pode?" — "O Papai do Céu!". Se alguém disser "Jesus!", acolha também: Jesus é Deus.
- Se ninguém falar: aponte para a montanha de mãozinhas na parede e diga: "Olha a montanha que a gente fez! E as montanhas de verdade, grandonas, quem fez foi o Papai do..." e espere "Céu!". Se ninguém completar, complete você e convide a turma a levantar as duas mãos: "O meu socorro vem do Senhor!"
Ponto 2 — Quando eu não consigo sozinho, eu peço ajuda
- Na revista: o Espaço da História, onde as famílias olham para os montes, perguntam "De onde virá o meu socorro?" e respondem que a ajuda vem do Senhor; e a parte em que a revista diz que o Papai do Céu nos ajuda quando ficamos dodói.
- O que ensinar: socorro é a ajuda que chega quando a gente não consegue sozinho. Pedir ajuda não é feio: até as famílias da música pediam. A criança pode chamar o Papai do Céu e quem cuida dela, e muitas vezes o Papai do Céu ajuda pelas mãos de quem cuida dela.
- Versículo-âncora (ACF): "E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás." (Sl 50.15)
- Pergunta-chave: "Quando você cai e machuca o joelho, quem você chama?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "a mamãe!", "a vovó!", "o papai!", "a tia da escola!". Acolha todas: "Isso! Você chama quem cuida de você." Aprofunde: "E quem mais você pode chamar?" — "O Papai do Céu!". Depois: "Pode chamar os dois?" — "Pode!".
- Se ninguém falar: conte você primeiro: "Quando eu era pequena, eu não conseguia abrir o pote de biscoito. Eu fiquei brava, quase chorei... e aí eu chamei: Mãe, me ajuda! E ela abriu." Faça a carinha de alívio. Então pergunte de novo, mais simples: "Quem ajuda você?" Se ainda ninguém falar, diga você o "Me ajuda!" com a mão estendida e deixe a turma repetir.
Ponto 3 — Ele nunca dorme, guarda a saída e a chegada, e Jesus estende a mão
- Na revista: o fim do Espaço da História, com as crianças piscando os olhos, o Papai do Céu que não cochila e o cuidado na saída de casa e na volta. A mão de Jesus para Pedro e a ponte com a cruz e a ressurreição são o fechamento que você conduz depois da história.
- O que ensinar: a gente pisca, e o Papai do Céu não cochila: Ele fica acordado cuidando. Ele está junto quando a criança sai de casa e quando volta. E quando Pedro chamou, Jesus estendeu a mão na mesma hora. Jesus morreu na cruz no nosso lugar e voltou a viver. É uma frase, dita uma vez, com calma: "Jesus morreu na cruz no meu lugar e voltou a viver. Quando eu chamo, Ele escuta e estende a mão."
- Versículo-âncora (ACF): "O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre." (Sl 121.8)
- Pergunta-chave: "Quando você sai de casa, quem vai junto com você?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "a mamãe!", "o papai!", "o meu irmão!", "o cachorro!". Acolha todas, rindo junto. Aprofunde: "E o Papai do Céu vai junto?" — "Vai!". "E quando você volta para casa?" — "Vai também!". Depois: "E quando Pedro chamou, o que Jesus fez?" — "Estendeu a mão!".
- Se ninguém falar: levante-se, vá até a porta da sala, dê tchau para a turma e diga: "Tchau! Estou saindo... e o Papai do Céu vai junto!" Volte, abra os braços: "Oi! Cheguei... e o Papai do Céu está junto!" Deixe a turma dar tchau e oi com você.
Dinâmica
- Objetivo: na brincadeira "O caminho das montanhas", aprender com o corpo o que o Salmo 121 canta e a frase da lição: caminhar, olhar para os montes, chamar o Senhor, lembrar que Ele não cochila e que guarda a saída e a chegada.
- Materiais: nenhum.
- Passo a passo: todos de pé, cada um no seu lugar, com espaço entre um e outro. Ninguém corre e ninguém sai do lugar. Você diz uma palavra, e a turma faz o gesto junto com você: "Caminha!" — todos marcham sem sair do lugar: "um, dois, um, dois!". "Montanha!" — todos param, põem a mão na testa e olham para cima, bem longe. "Socorro!" — todos levantam as duas mãos e dizem: "O meu socorro vem do Senhor!". "Pisca!" — todos piscam rapidinho, e você diz: "A gente pisca... e o Papai do Céu não cochila!". "Tchau!" — todos dão tchau com a mão: "Ele guarda a saída!", e depois abrem os braços: "e a chegada!". Comece devagar, na mesma ordem, e depois troque a ordem para a turma rir. Na última rodada, termine com todos sentadinhos, as duas mãos para cima: "O meu socorro vem do Senhor!" Não use a regra de "quem errou sai": ninguém é escolhido para ir à frente, ninguém é eliminado e ninguém "erra". Quem fizer o gesto errado está brincando do mesmo jeito. Quem não quiser ficar de pé brinca sentado; quem não quiser falar, faz só o gesto.
- Amarração (volta ao texto): "Foi assim que as famílias da Bíblia faziam no caminho: caminhavam, olhavam para as montanhas e cantavam: 'O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra' (Sl 121.2). E o Papai do Céu nem pisca: Ele cuida de você quando você sai e quando você volta."
Amarração + desafio da semana
- Amarração: "Hoje a gente aprendeu uma música da Bíblia, a número cento e vinte e um. As famílias iam a pé para a casa de Deus, olhavam para as montanhas e perguntavam: de onde vem a ajuda? E a resposta era: do Papai do Céu, que fez o céu e a terra! Socorro é a ajuda que chega quando a gente não consegue sozinho. Pedir ajuda não é feio: você pode chamar quem cuida de você e pode chamar o Papai do Céu. Ele nunca dorme e vai junto quando você sai e quando você volta. E quando Pedro chamou, Jesus estendeu a mão. Jesus morreu na cruz no nosso lugar e voltou a viver, e quando a gente chama, Ele escuta. Levanta as duas mãos e fala comigo: o meu socorro vem do Senhor!"
- Desafio: fale com quem veio buscar a criança, na porta, com a arte na mão dela. Papais, mamães e quem cuida da criança: esta tarefa é para fazerem junto com ela, nesta semana. Em três dias desta semana, quando saírem de casa com a criança (para a escola, o mercado, a casa da vovó ou a igreja), parem um instantinho na porta e façam a frase da porta: levantem as duas mãos juntos e digam em voz alta "O meu socorro vem do Senhor!", e depois deem tchau para a casa. Na volta, ao entrar, digam juntos: "O Papai do Céu guardou a nossa saída e a nossa chegada!" Nos primeiros dias, vocês começam a frase e a criança completa; no terceiro dia, deixem que ela comece. Se num desses dias ninguém sair de casa, façam a frase na porta do quarto, na hora de dormir. Se a criança não quiser falar, ela levanta as mãos e vocês falam. Não precisa de nada além de vocês e da porta de casa. Domingo, volte com a história.
Kit do professor
- Antes: leia o Salmo 121 inteiro na sua Bíblia, devagar, primeiro para você e só depois como professora. É curto: oito versos. Leia também Mateus 14.22-33 (Pedro e a mão de Jesus), para conhecer a história toda, e o Salmo 46.1. Leia o Espaço da História da revista com as figuras na mão e ensaie as partes: a montanha, o que tem lá em cima, a caminhada até a casa de Deus, a pergunta e a resposta, o "Me ajuda!", o piscar, a saída e a chegada, e a mão de Jesus. Treine o gesto das duas mãos e decore a frase com as mesmas palavras: "O meu socorro vem do Senhor!" Na véspera, prenda a cartolina e desenhe a montanha, e marque os pontinhos de cor nas folhas da arte.
- Leve: a sua Bíblia; o versículo escrito no quadro; as figuras da história; uma sandália ou sapato de criança (opcional, para o começo); uma bola leve e macia; a cartolina branca com a montanha desenhada; fita adesiva; tinta guache verde atóxica num pratinho; pincel; pano úmido; as folhas da arte com o nome de cada criança e os pontinhos de cor; giz de cera grosso.
- Sobre o versículo: a revista imprime Salmos 121.1,2 em linguagem infantil: "Olho para os montes e pergunto: 'De onde virá o meu socorro?' O meu socorro vem do SENHOR Deus, que fez o céu e a terra." Em ACF, os versículos dizem: "Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra" (Sl 121.1,2). As palavras mudam e a ideia é a mesma: a ajuda não vem da montanha, vem de quem fez a montanha. Leia da sua Bíblia sem preocupação. A frase de apoio, "O meu socorro vem do Senhor!", é o começo do verso 2, dito do jeito da criança. O Espaço da Reflexão da revista é devocional seu, não o versículo da criança.
- Cuidado com a doutrina: o Salmo 121 não promete vida sem doença, sem perda e sem aperto; promete que Deus guarda a vida dos seus, nesta vida e para sempre (Sl 121.7,8), e é "socorro bem presente na angústia" (Sl 46.1). Doença, luto ou falta de dinheiro na família da criança não é falta de fé. As frases da revista "Deus não deixa faltar nada para a nossa família" e "nada poderá fazer mal a vocês" não são lidas para a turma. Chamar Deus não é mágica nem troca: o corinho não fecha em "é só louvar e a vitória chegará". Pedir ajuda ao médico, ao remédio e a quem cuida não é falta de fé; Deus socorre também por esses meios. Deus está no céu, acima de tudo, e perto de nós pelo Espírito Santo; Ele não "mora na montanha" nem "é a montanha". Os falsos deuses dos montes ficam para você entender o salmo; a criança não ouve descrição de ídolo. A bronca de Jesus a Pedro (Mt 14.31) não entra na aula. A frase sobre Jesus é anúncio e convite para cada criança, sem pressão e sem mão levantada.
- Segurança: confira a sala antes (fios, tomadas, objetos pequenos, quinas). A tinta guache é atóxica, fica num pratinho na sua mão, e a mãozinha é limpa na hora com o pano úmido; ninguém tem a mão pintada sem querer, e quem não quiser carimba com a pontinha do dedo. A cartolina fica presa com fita, sem prego nem tachinha. A bola é leve e macia, entregue de mão em mão, nunca jogada. Giz de cera grosso. Na brincadeira, ninguém corre, ninguém é eliminado e ninguém encosta no outro. Nada de imagem que assusta: montanha bonita, sem precipício e sem tempestade; nada de "homens malvados", escuro ou falsos deuses na boca da professora; o vento de Pedro é vento, sem mar fundo. Ninguém é obrigado a cantar, falar ou fazer gesto na frente dos outros, e ninguém é comparado. O acolhimento é do jeito que a criança aceitar; abraço só quando ela vier abraçar. "Papai e mamãe" vira "quem cuida de você", e "pedir ajuda" é sempre a quem cuida da criança, nunca "obedecer a qualquer adulto". Se alguma criança contar algo sério, que a assustou ou que a machucou, acolha na hora sem pedir detalhes na frente das outras e leve à liderança no mesmo dia. O adulto resolve; a criança avisa.
- Ore antes: peça ao Papai do Céu que cada criança saia da aula sabendo que pode chamá-Lo a qualquer hora. E peça, pelo nome, pela criança da sala que está passando por um tempo difícil em casa, que está doente ou que perdeu alguém: que ela sinta, neste domingo, que o socorro dela vem do Senhor e que Ele não larga a mão dela.
Lição de Casa
Sua missão da semana
Papais, mamães e quem cuida da criança: esta tarefa é para fazerem junto com ela, nesta semana. Em três dias desta semana, quando saírem de casa com a criança (para a escola, o mercado, a casa da vovó ou a igreja), parem um instantinho na porta e façam a frase da porta: levantem as duas mãos juntos e digam em voz alta "O meu socorro vem do Senhor!", e depois deem tchau para a casa. Na volta, ao entrar, digam juntos: "O Papai do Céu guardou a nossa saída e a nossa chegada!" Nos primeiros dias, vocês começam a frase e a criança completa; no terceiro dia, deixem que ela comece. Se num desses dias ninguém sair de casa, façam a frase na porta do quarto, na hora de dormir. Se a criança não quiser falar, ela levanta as mãos e vocês falam. Não precisa de nada além de vocês e da porta de casa.
Por quê
Na aula, a criança aprendeu a frase das famílias que caminhavam até a casa de Deus: "O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra" (Sl 121.2). E aprendeu que Ele cuida dela na ida e na volta: "O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre" (Sl 121.8). A frase da porta não é reza para nada de ruim acontecer no caminho; é a família dizendo em voz alta, junto com a criança, a quem ela pede ajuda. O que se fala na porta de casa todo dia fica guardado nela.
Como saber que você fez
Se, em três dias desta semana, vocês disseram juntos a frase da porta ao sair de casa, vocês fizeram.
Domingo, volte com a história
Contem na salinha para onde vocês foram, quantas vezes disseram a frase e se a criança começou a frase sozinha. Domingo, volte com a história.

















