Maternal
Lição 7 · 4º Trimestre
A Casa de Deus
Sobre esta Lição
Professora, hoje a turma conhece uma música da Bíblia que fala de casa. O cantor do Salmo 84 amava tanto a casa de Deus que começou a canção assim: "Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos!" (Sl 84.1). E ele reparou numa coisa bonita: até os passarinhos tinham feito ninho bem pertinho dos altares. "Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde ponha seus filhos, até mesmo nos teus altares" (Sl 84.3). Se até o passarinho queria morar perto de Deus, ele também queria.
A lição inteira cabe numa frase e num gesto. A frase é: "Eu fico feliz na casa do Papai do Céu!" O gesto: os dois braços para cima, as pontas dos dedos se encostando em cima da cabeça, fazendo um telhado, e um sorriso grande no "feliz". Treine em casa até sair natural. A turma está no sétimo domingo do trimestre sobre Salmos, o livro das músicas para Deus. No domingo passado cantou com Davi no dia triste; hoje descobre que é bom estar na casa de Deus, junto com a família de Deus. A leitura bíblica da classe é o Salmo 84 inteiro (Sl 84.1-12).
O objetivo da revista é ensinar às crianças que o maior prazer do crente é estar na Casa do Senhor, desfrutando da presença dEle. Uma criança de 3 anos não guarda a palavra "tabernáculo", mas guarda isto: a igreja é a casa do Papai do Céu; lá a gente escuta a Bíblia, ora, canta e dá com alegria; o passarinho quis morar pertinho de Deus, e eu também gosto de estar perto dEle; e quem abriu o caminho para a gente chegar pertinho do Papai do Céu foi Jesus.
Quatro cuidados antes de começar.
O primeiro é o de que o prédio não é mágico. A igreja é o lugar onde a família de Deus se encontra para adorar junta, e é muito bom estar lá. Mas as paredes não são mais santas do que a casa da criança, e Deus não mora só ali. Jesus prometeu: "Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (Mt 18.20). Diga as duas coisas, sempre juntas: "A igreja é a casa do Papai do Céu, e o Papai do Céu também está na sua casa."
O segundo é o da criança cuja família não vai à igreja. Pode haver na sala quem veio com a vizinha, com a avó, ou quem só vem de vez em quando. Ninguém pergunta quem faltou, ninguém aponta quem não veio com o pai e a mãe, e não existe prêmio de frequência. A aula fala do quanto é bom estar na casa de Deus; ela não cobra presença de uma criança que não decide quem a traz. Como sempre, quando a revista disser "papai e mamãe", diga "quem cuida de você".
O terceiro é o da oferta. A revista lembra que na casa de Deus a gente oferta. É verdade, e entra como uma das quatro coisinhas da aula. Mas criança de 3 anos não tem dinheiro, e muitas famílias da sala também não têm sobrando. Fale de dar com alegria (mãos abertas para a frente), sem moeda na mão, sem cofrinho passando e sem comparar quem trouxe. E nada de promessa de que Deus dá mais a quem dá mais: isso não é a Bíblia.
O quarto é o de segurança da atividade. A revista põe na lista olhinhos de artesanato, tesoura, cola e tinta. Os olhinhos não entram: são pequenos, soltam e vão para a boca e para o nariz. O rostinho do passarinho se faz com canetinha. A tesoura é só sua, e o recorte é feito antes da aula. A própria revista avisa: nessa idade, a criança ainda põe tudo na boca. As seções II e IV dizem como fazer.
I — Chegada, oração e o louvor da casa de Deus
Chegue cedo. Esta lição usa folhas de papel ofício, as figuras da revista, giz de cera grosso, canetinha, cola branca, palitos de picolé e tinta guache. Deixe tudo separado e fora do alcance, e tire da sala o que pode machucar: ponta de tesoura, objeto pequeno que cabe na boca, fio solto, quina de mesa. Recorte antes as partes da figura do Espaço da Bíblia e guarde a tesoura longe da sala. Depois, ore. A revista lembra que orar pelos pequenos é a maior demonstração de amor que a professora pode dar a eles. Entregue a manhã e cada criança ao Papai do Céu, pelo nome, e peça que o Espírito Santo faça cada uma se sentir em casa ali.
Receba as crianças uma a uma, pelo nome, agachada na altura dos olhinhos. A revista fala em receber com beijo e abraço; faça o acolhimento do jeito que a criança aceitar: um "oi" sorrindo, um "toca aqui", um aceno. Abraço só quando ela vier abraçar. Pergunte como foi a semana e relembre a lição passada em uma frase, com o gesto daquele dia: "Lembra? Quando eu fico triste, eu canto para o Papai do Céu!" (mão no coração; mãos saindo da boca). Faça a oração inicial em eco, bem curta, parando em cada reticência: "Papai do Céu... obrigado pela tua casa... obrigado por cada amiguinho aqui... em nome de Jesus, amém."
No Espaço do Louvor, a revista traz um corinho sobre amar a igreja, a casa do Senhor, lugar de adoração. Cante-o, ou outro louvor infantil que a turma já saiba sobre a igreja, sempre com o corpo: o telhado de braços no "casa do Senhor", mãos para cima no "adoração", palminhas. Nessa idade a música é a parte da aula que a criança leva inteira para casa; repita o mesmo corinho no fim da manhã. Ninguém é obrigado a cantar: quem preferir bate palminha devagar ou só fica olhando, e está participando do mesmo jeito.
Então pergunte, sem pressa: "Quem gosta de vir aqui na igreja?" Deixe as mãozinhas subirem. Acolha também quem não levanta a mão, sem comentar. "Sabe de quem é esta casa? É a casa do Papai do Céu! E sabe quem veio hoje? A família dEle: você, eu, os amiguinhos."
❤ Para o coração da criança. A criança de 3 anos vai amar a casa de Deus se sentir, ali, que é esperada e querida. Mais do que a explicação, ela vai lembrar que você sabia o nome dela, sorriu quando ela chegou e deixou que ela ficasse do jeito dela. A sala é o primeiro lugar onde ela aprende que a casa de Deus é boa.
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