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O Amigo do Papai do Céu Faz o que É Certo

Lição 13 · 4º Trimestre 2026 · 13/12/2026 · 15 min de leitura

Por Equipe Marcas Editora

Capa da aula: O Amigo do Papai do Céu Faz o que É Certo
Estreia Domingo, 13 de dezembro · 10:15

Texto Áureo

“O SENHOR me guarde, de que eu estenda a mão contra o ungido do SENHOR” (1 Sm 26.11a)

Última aula do trimestre Aprendendo a Ser Amigo de Deus, para 5 e 6 anos: numa noite, Davi chega pertinho do rei Saul, que dormia, e escolhe não fazer mal nenhum a ele. A aula ensina que o amigo do Papai do Céu faz o certo mesmo quando ninguém está vendo, que fazer o certo é não se vingar — e contar para um adulto quando alguém faz mal —, e fecha o trimestre em Jesus, que nunca pagou o mal com o mal.

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Professor, papai, mamãe, vovó: a história de hoje acontece de noite, num acampamento onde todo mundo dorme. Um homem chega bem pertinho do rei que queria fazer mal a ele. Ninguém está vendo. E ele escolhe não fazer mal nenhum. A história está em 1 Samuel 26.

É a décima terceira e última lição do trimestre Aprendendo a Ser Amigo de Deus. Na semana passada, a turma aprendeu que o Papai do Céu orienta os amigos dEle e mostra o caminho certo. Hoje a pergunta é: e quando ninguém está olhando, o amigo do Papai do Céu continua fazendo o certo? Davi responde que sim.

Cinco combinados antes de abrir a revista:

  • Sem lança, sem espada, sem "matar". A Bíblia conta uma história de guerra, e a revista fala que Saul queria matar Davi. Com a turma, diga "fazer mal" e "machucar". A lança aparece só deitada, na figura da revista. Ninguém brinca de lança, de espada ou de "acertar" o colega — nem com cabo de vassoura, nem com rolinho de papel.
  • Saul queria fazer mal, mas ninguém precisa ter medo. Conte o perigo em uma frase e siga: o Papai do Céu cuidou de Davi o tempo todo, e Davi terminou a história bem e protegido.
  • Fazer o certo é não se vingar — e não é ficar calado. Davi não bateu de volta, e também não ficou perto de quem queria fazer mal a ele. Quando alguém faz mal à criança, ela não revida e não guarda segredo: conta para um adulto de confiança. O adulto resolve; a criança avisa.
  • Davi entrou no acampamento sem ninguém ver, mas isso não é exemplo de "sair escondido". Davi era um homem adulto, num tempo de guerra. Criança não sai de casa, da sala ou de perto do adulto sem avisar — nunca. Se alguma criança fizer essa ligação, diga isso com calma.
  • É o último domingo do trimestre. Dia de festa e de lembrar tudo o que a turma aprendeu, com todas as crianças juntas e ninguém de fora.

A lição cabe numa frase, e a turma vai repetir muitas vezes hoje: Mesmo quando ninguém está vendo, eu faço o certo!

I — Fazer o certo, mesmo quando ninguém vê

A revista resume a lição em três palavras: FAZER O CERTO. A história é sobre um rei, Saul, que perseguia Davi sem motivo nenhum. Um dia, Davi teve a chance de fazer mal ao rei, e ninguém ia ver. Mas ele não fez, porque sabia que era errado diante de Deus. Escolheu o certo.

Comece por uma cena que toda criança conhece. Pergunte: "Se você achar no chão um brinquedo que não é seu, e ninguém estiver olhando, o que você faz?" Vão aparecer "eu pego!", "eu devolvo!", "eu dou para a professora!". Não corrija ninguém na hora. Diga: "Hummm. E se ninguém está vendo, pode ficar com ele? Vamos ver o que o Davi fez quando ninguém estava vendo."

A revista diz com sinceridade: aprender a fazer o certo nem sempre é fácil. Às vezes dá vontade de pegar o que não é nosso, de empurrar de volta quem empurrou, de fazer escondido o que o papai disse que não pode. Mas o Papai do Céu abençoa quem escolhe o certo.

E o que é ser abençoado? Não é ganhar presente toda vez que obedece. Davi fez o certo e continuou morando no deserto por um tempo. Ser abençoado é ter o Papai do Céu cuidando da gente, o coração em paz e a alegria de agradar a Deus. A revista mostra isso numa das atividades: a criança que faz o certo fica com o rosto alegre.

❤ Para o coração da criança. Fazer o certo não quer dizer aguentar tudo calado. Davi não se vingou, mas também não ficou perto de quem queria fazer mal a ele: foi para um lugar seguro. Ensine assim: se alguém bate, empurra, xinga ou faz qualquer coisa que machuca, a criança não revida e não guarda segredo — ela conta logo para o papai, a mamãe, a vovó ou a professora. A Bíblia diz: "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Rm 12.21). Vencer o mal com o bem, para uma criança de 5 anos, é não bater de volta e chamar um adulto.

II — O versículo que a gente guarda

Abra a sua Bíblia de verdade em 1 Samuel 26, aponte as palavras com o dedo e leia devagar:

"O SENHOR me guarde, de que eu estenda a mão contra o ungido do SENHOR" (1 Sm 26.11a).

A revista traz o mesmo versículo em palavras simples: "O Senhor me livre de levantar a mão contra quem ele escolheu como rei!". Não corrija a criança que repetir a frase da revista — o sentido é o mesmo. Mas faça nesta ordem: primeiro leia na Bíblia, depois ensine a turma a repetir. No cartaz, escreva a redação da Bíblia.

Quem fala neste versículo é Davi. Explique três pedaços, do jeito de criança:

  • "O SENHOR me guarde." Davi pediu ajuda ao Papai do Céu. Ele não confiou só na força dele: pediu que Deus o guardasse de fazer o errado. (Mãos cruzadas no peito.)
  • "De que eu estenda a mão." A mão de Davi ficou quietinha. Ele não fez mal a ninguém. (Mão aberta, parada na frente do corpo, como quem diz "parei".)
  • "Contra o ungido do SENHOR." "Ungido" é quem o Papai do Céu escolheu. Saul tinha sido escolhido por Deus para ser rei, e o profeta Samuel derramou azeite na cabeça dele (1 Sm 10.1). (Mãos fazendo uma coroa na cabeça.)

Para decorar, faça como a revista sugere: escreva o versículo num cartaz e, no lugar de duas palavras, cole um desenho. Na palavra "mão", o desenho de uma mão. Na palavra "ungido", a cabeça de um rei com coroa. Leia com a turma e, quando chegar no desenho, pare e espere a turma completar. Repita algumas vezes: sussurrando, normal e bem alto, com a referência no fim: "1 Samuel 26.11!"

A revista também lembra que, assim como Davi, a gente respeita quem cuida de nós: o papai e a mamãe, os avós, os tios, a professora, o pastor. Respeitar é tratar com carinho, não xingar, não bater, não responder com grosseria. E obedecer é nas coisas boas, como a turma aprendeu na semana passada: "Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo" (Ef 6.1). Ninguém — nem adulto, nem irmão mais velho — pode mandar a criança fazer o errado, guardar segredo que machuca ou deixar mexer no corpo dela. Se acontecer, ela conta para outro adulto de confiança.

III — A história: uma noite no acampamento

Conte com voz de história. Voz bem baixinha, quase um cochicho, quando todo mundo está dormindo; voz firme e calma — nunca brava — quando Davi diz "não"; voz alta e alegre quando Davi grita do alto do morro. A cena da noite é tranquila, com lua e estrelas, e não de suspense. Use as figuras da revista: o rei Saul de cara fechada, o acampamento dormindo, e Davi no alto do morro.

Um rei com o coração pesado

O rei Saul estava com muita raiva de Davi. Sabe por quê? Porque o povo gostava de Davi, e Saul sabia que um dia Davi seria rei no lugar dele. Saul ficou com inveja. Explique: inveja é ficar triste porque uma coisa boa aconteceu com outra pessoa, e não com a gente. E a inveja deixa o coração pesado e tira a alegria.

Saul queria fazer mal a Davi. Mas Davi tinha um amigo muito bom, o Jônatas, filho do rei. Jônatas avisou: "Davi, cuidado! Vai para um lugar seguro!" E Davi foi morar longe, no deserto. Amigo de verdade avisa e protege.

E olha uma coisa importante: Davi fugia de Saul, mas nunca quis fazer mal a ele. Nunca.

Todo mundo dormindo

Um dia, o rei Saul descobriu onde Davi estava e foi para lá com os soldados dele. Armaram o acampamento e, quando chegou a noite, todo mundo foi dormir. Ficou tudo quietinho. (Dedo nos lábios: "shhh".)

Davi mandou uns amigos espiarem de longe, e eles voltaram com a notícia: o rei estava ali pertinho. Então Davi perguntou: "Quem vai comigo até lá?" E um amigo levantou a mão na hora. O nome dele era bem diferente: Abisai. Fale com a turma, devagarinho: "A-bi-sai!"

Os dois foram andando no escuro, na pontinha do pé, até o meio do acampamento. E lá estava o rei Saul, dormindo, com os soldados deitados em volta dele. Do lado da cabeça do rei, havia uma lança fincada no chão e uma bilha de água — um jarro de barro, para beber de noite (1 Sm 26.7).

"Não faça mal a ele"

Abisai cochichou: "Olha, o rei está dormindo. Ninguém está vendo. Agora dá para acabar com o problema!" Mas Davi respondeu bem firme:

"Nenhum dano lhe faças; porque quem estendeu a sua mão contra o ungido do SENHOR, e ficou inocente?" (1 Sm 26.9b).

"Nenhum dano" quer dizer: não machuque, não faça mal nenhum. Davi sabia que o Papai do Céu tinha escolhido Saul para ser rei, e que não era Davi quem ia resolver aquilo com as próprias mãos. Deus é quem cuida da justiça.

Então Davi pegou só a lança e a bilha de água, e os dois foram embora na pontinha do pé. Ninguém acordou. A Bíblia conta por quê: "da parte do SENHOR havia caído sobre eles um profundo sono" (1 Sm 26.12). Foi o Papai do Céu quem fez todo mundo dormir pesado!

Pare aqui e pergunte: "Alguém estava vendo o Davi?" — "Não!" — "E ele fez o certo ou o errado?" — "O certo!" — "Mesmo quando ninguém está vendo..." — e a turma completa: "Eu faço o certo!"

O grito do alto do morro

Davi atravessou para o outro lado e subiu num morro, bem longe do acampamento. Lá de cima, gritou para Abner, o chefe dos soldados: "Vocês não cuidaram do rei direito! Cadê a lança dele? Cadê a bilha de água?" (Mãos em volta da boca, como quem chama de longe.)

O rei Saul acordou e reconheceu a voz de Davi. E Davi perguntou: "Por que o senhor está atrás de mim, se eu não fiz nada de mal ao senhor?" Então disse que o rei podia mandar alguém buscar a lança. Davi não ficou com nada que não era dele.

E disse mais uma coisa bonita: "porém não quis estender a minha mão contra o ungido do SENHOR" (1 Sm 26.23b).

Saul abençoa Davi

O rei Saul ficou com vergonha do que tinha feito. E abençoou Davi:

"Bendito sejas tu, meu filho Davi; pois grandes coisas farás e também prevalecerás" (1 Sm 26.25a).

Mas repare no fim, que a revista conta: Saul voltou para casa, e Davi continuou no deserto, num lugar seguro. Davi fez o certo, e também foi prudente: não voltou para perto de quem tinha querido fazer mal a ele. É assim também com a criança: fazer o certo não é ficar perto de quem machuca; é não machucar de volta e contar para quem pode ajudar.

Todos juntos, com a mão aberta e parada na frente do corpo: "Mesmo quando ninguém está vendo, eu faço o certo!"

🏛 Curiosidade. Abisai não era um amigo qualquer: era sobrinho de Davi, filho da irmã dele, Zeruia (1 Cr 2.16). E Davi poupou a vida de Saul duas vezes. A primeira foi numa caverna (1 Samuel 24). A desta lição é a segunda, de noite, no acampamento. Por isso a Bíblia fala da lança e da bilha de água — e não da caverna.

IV — Fim de trimestre: os amigos do Papai do Céu

A revista pede que esta última aula seja uma festa: lembrar as histórias do trimestre, comemorar e se despedir com alegria. Durante treze domingos, a turma aprendeu a ser amiga de Deus.

Faça a revisão nos dedos, com a turma contando junto. Use os títulos das lições, uma frase para cada, e deixe as crianças lembrarem do jeito delas: o Papai do Céu está sempre com os amigos dEle; ajuda quem tem medo; nos ama e nos aceita como somos; cuida, alimenta e dá saúde; dá amigos e faz da família amiga dEle; o amigo de Deus ouve a voz dEle, tem coração bondoso e ajuda o próximo, como Dorcas; o Papai do Céu orienta os amigos dEle, como fez com Moisés; e o amigo do Papai do Céu faz o que é certo, como Davi. E o melhor amigo de todos é Jesus.

Se você preparou uma lembrancinha, entregue para todas as crianças, iguais, inclusive as que faltaram muito e as que vieram hoje pela primeira vez. A revista sugere parabenizar pela assiduidade; parabenize a turma toda pela participação, sem destacar quem veio mais. Lembrancinha também não é obrigatória: um abraço, um "que alegria ter você aqui" e a oração pelo nome de cada um já fazem festa.

Cristo na lição

Davi chamou Saul de "o ungido do SENHOR". A palavra "Cristo" quer dizer exatamente isso: o Ungido. Saul era um rei que errou muito. Jesus é o Rei que nunca errou. A Bíblia diz que "Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder; o qual andou fazendo bem" (At 10.38a).

Davi teve a lança ao alcance da mão e não fez mal. Jesus tinha todo o poder do céu, e também não pagou o mal com o mal. Quando falaram mal dEle e O machucaram, Ele não se vingou: "O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente" (1 Pe 2.23). Na cruz, Ele orou pelos que O machucavam: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34a). Jesus morreu na cruz no nosso lugar e ressuscitou.

E repare: a gente não faz o certo para Jesus gostar da gente. Jesus já ama a criança, e foi por amor que Ele deu a vida. A gente faz o certo porque é amigo dEle. E quando a gente erra, pede perdão, e Ele perdoa. Davi pediu: "o SENHOR me guarde". A criança pode pedir a mesma coisa: "Jesus, me ajuda a fazer o certo." Ele ajuda de verdade — o Espírito Santo está com os amigos de Jesus para isso.

✝ Cristo na lição. Davi poupou o ungido. Jesus é o Ungido de Deus, que teve todo o poder e não se vingou, orou pelos que O machucavam, morreu na cruz no nosso lugar e ressuscitou. É Ele quem ajuda os amigos dEle a fazer o certo, mesmo quando ninguém está vendo.

Aplicação Prática

1. Elogiem o certo na hora em que ele acontece. Quando a criança fizer o certo sem ninguém mandar — devolver o que não é dela, dividir, pedir desculpa sozinha —, digam em voz alta, na hora, exatamente o que ela fez: "você devolveu o carrinho do seu primo sem ninguém pedir; isso é fazer o certo!". O elogio certeiro ensina mais que a bronca.

2. Ensinem a diferença entre não revidar e ficar calado. Não se vingar é não bater de volta, não xingar de volta, não estragar a coisa do outro. Mas a criança não guarda segredo de quem a machuca: ela conta. Digam em casa, com calma: "se alguém te machucar, você não bate de volta — você vem me contar". E quando ela contar, acolham sem bronca.

3. Falem de inveja sem pôr rótulo. Quando a criança ficar triste com a coisa boa do irmão ou do colega, deem nome ao sentimento ("você ficou chateado porque ele ganhou e você não, né?") e mostrem o caminho: orar juntos e ficar feliz com o outro. Nada de "você é invejoso".

4. Lembrem o trimestre em família. Perguntem à criança qual foi a história de que ela mais gostou nestes treze domingos e deixem que ela conte do jeito dela. É a melhor revisão que existe.

Oração Final

Papai do Céu, obrigado por estes treze domingos aprendendo a ser amigos do Senhor. Obrigado por Davi, que podia fazer o mal sem ninguém ver e escolheu o certo. Obrigado por Jesus, o Seu Ungido, que nunca pagou o mal com o mal, morreu na cruz no nosso lugar e ressuscitou. Guarda a mão de cada criança desta turma, para ela não bater, não pegar o que não é dela e não fazer escondido o que é errado. Quando alguém fizer mal a ela, dá coragem para ela contar a um adulto, e coloca perto dela adultos que cuidam e protegem. Tira a inveja do nosso coração e enche de alegria. Até aqui o Senhor nos ajudou. Guarda cada criança em casa, na escola e no caminho, e traz todas de volta no próximo trimestre. Em nome de Jesus, amém.

Soli Deo Gloria — a Escritura governa; todo o resto, de joelho.

Perguntas Frequentes

O versículo da revista está diferente do da minha Bíblia. Qual eu ensino?+

Os dois, na ordem certa. A revista traz 1 Samuel 26.11a em palavras simples: 'O Senhor me livre de levantar a mão contra quem ele escolheu como rei!'. Na Almeida Corrigida Fiel, que a nossa casa usa, o trecho diz: 'O SENHOR me guarde, de que eu estenda a mão contra o ungido do SENHOR' (1 Sm 26.11a). 'Ungido' é a pessoa que Deus escolheu, e aqui é o rei Saul. Leia primeiro na sua Bíblia, apontando as palavras; depois a turma pode repetir a frase simples. No cartaz, escreva a redação da Bíblia.

Como ensinar meu filho a fazer o certo sem que ele faça só por medo de castigo?+

Mostrando que o certo nasce do amor, não do medo. Davi não poupou Saul por medo de apanhar: ele amava o Papai do Céu e confiava nEle. Em casa, troque o 'se fizer isso, vai ver' por 'eu sei que você consegue escolher o certo, e o Papai do Céu te ajuda'. Quando a criança errar, ensine a pedir perdão e mostre que Deus perdoa. E quando ela acertar sozinha, elogie na hora, dizendo exatamente o que ela fez: 'você devolveu o lápis do seu amigo sem ninguém pedir — isso foi fazer o certo'.

Meu filho só obedece quando estou olhando. O que fazer?+

É normal nessa idade, e é exatamente o ponto desta lição. Na história, todo mundo estava dormindo e ninguém ia ver o que Davi fazia — e ele fez o certo do mesmo jeito. Repita em casa a frase da aula: 'Mesmo quando ninguém está vendo, eu faço o certo!'. Ensine também que o Papai do Céu está sempre perto e ajuda quando a gente pede. E não arme situações para testar a criança: ela aprende mais com o elogio na hora certa do que com a vigilância.

Davi não se vingou. Então meu filho tem de aguentar calado quando alguém bate nele?+

Não. Não se vingar é não bater de volta, não xingar de volta, não estragar a coisa do outro. Não é ficar calado. Davi não revidou, mas também não ficou perto de quem queria fazer mal a ele: foi para um lugar seguro. Ensine assim: quando alguém faz mal a você, você não revida e não guarda segredo — você conta logo para um adulto de confiança, o papai, a mamãe, a vovó, a professora. O adulto resolve; a criança avisa.

Como falar de inveja com uma criança de 5 anos sem envergonhar ela?+

Dando nome ao sentimento sem dar rótulo à criança. Inveja é ficar triste porque uma coisa boa aconteceu com outra pessoa, e não com a gente. Todo mundo já sentiu isso. O problema da história não foi Saul sentir; foi o que ele deixou a inveja fazer. Não chame a criança de invejosa nem conte na frente dos outros o que ela fez. Diga: 'quando esse sentimento chegar, conta para mim e vamos pedir ajuda ao Papai do Céu juntos'.

Essa é a mesma história de Davi na caverna?+

Não. Davi poupou a vida de Saul duas vezes. Na primeira, numa caverna, ele cortou um pedaço da capa do rei (1 Samuel 24). Na segunda, que é a desta lição, foi de noite, no acampamento, e Davi levou a lança e a bilha de água que estavam na cabeceira do rei (1 Samuel 26). Conte só a do acampamento, para a criança não misturar as duas.

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