Texto Áureo
“O SENHOR me guarde, de que eu estenda a mão contra o ungido do SENHOR” (1 Sm 26.11a)
Última aula do trimestre Aprendendo a Ser Amigo de Deus, para 5 e 6 anos: numa noite, Davi chega pertinho do rei Saul, que dormia, e escolhe não fazer mal nenhum a ele. A aula ensina que o amigo do Papai do Céu faz o certo mesmo quando ninguém está vendo, que fazer o certo é não se vingar — e contar para um adulto quando alguém faz mal —, e fecha o trimestre em Jesus, que nunca pagou o mal com o mal.
Leitura bíblica para 2027Leia a Bíblia inteira em 2027Quatro leituras por dia, no plano de McCheyneConheça a Bíblia McCheyne Professor, papai, mamãe, vovó: a história de hoje acontece de noite, num acampamento onde todo mundo dorme. Um homem chega bem pertinho do rei que queria fazer mal a ele. Ninguém está vendo. E ele escolhe não fazer mal nenhum. A história está em 1 Samuel 26.
É a décima terceira e última lição do trimestre Aprendendo a Ser Amigo de Deus. Na semana passada, a turma aprendeu que o Papai do Céu orienta os amigos dEle e mostra o caminho certo. Hoje a pergunta é: e quando ninguém está olhando, o amigo do Papai do Céu continua fazendo o certo? Davi responde que sim.
Cinco combinados antes de abrir a revista:
- Sem lança, sem espada, sem "matar". A Bíblia conta uma história de guerra, e a revista fala que Saul queria matar Davi. Com a turma, diga "fazer mal" e "machucar". A lança aparece só deitada, na figura da revista. Ninguém brinca de lança, de espada ou de "acertar" o colega — nem com cabo de vassoura, nem com rolinho de papel.
- Saul queria fazer mal, mas ninguém precisa ter medo. Conte o perigo em uma frase e siga: o Papai do Céu cuidou de Davi o tempo todo, e Davi terminou a história bem e protegido.
- Fazer o certo é não se vingar — e não é ficar calado. Davi não bateu de volta, e também não ficou perto de quem queria fazer mal a ele. Quando alguém faz mal à criança, ela não revida e não guarda segredo: conta para um adulto de confiança. O adulto resolve; a criança avisa.
- Davi entrou no acampamento sem ninguém ver, mas isso não é exemplo de "sair escondido". Davi era um homem adulto, num tempo de guerra. Criança não sai de casa, da sala ou de perto do adulto sem avisar — nunca. Se alguma criança fizer essa ligação, diga isso com calma.
- É o último domingo do trimestre. Dia de festa e de lembrar tudo o que a turma aprendeu, com todas as crianças juntas e ninguém de fora.
A lição cabe numa frase, e a turma vai repetir muitas vezes hoje: Mesmo quando ninguém está vendo, eu faço o certo!
I — Fazer o certo, mesmo quando ninguém vê
A revista resume a lição em três palavras: FAZER O CERTO. A história é sobre um rei, Saul, que perseguia Davi sem motivo nenhum. Um dia, Davi teve a chance de fazer mal ao rei, e ninguém ia ver. Mas ele não fez, porque sabia que era errado diante de Deus. Escolheu o certo.
Comece por uma cena que toda criança conhece. Pergunte: "Se você achar no chão um brinquedo que não é seu, e ninguém estiver olhando, o que você faz?" Vão aparecer "eu pego!", "eu devolvo!", "eu dou para a professora!". Não corrija ninguém na hora. Diga: "Hummm. E se ninguém está vendo, pode ficar com ele? Vamos ver o que o Davi fez quando ninguém estava vendo."
A revista diz com sinceridade: aprender a fazer o certo nem sempre é fácil. Às vezes dá vontade de pegar o que não é nosso, de empurrar de volta quem empurrou, de fazer escondido o que o papai disse que não pode. Mas o Papai do Céu abençoa quem escolhe o certo.
E o que é ser abençoado? Não é ganhar presente toda vez que obedece. Davi fez o certo e continuou morando no deserto por um tempo. Ser abençoado é ter o Papai do Céu cuidando da gente, o coração em paz e a alegria de agradar a Deus. A revista mostra isso numa das atividades: a criança que faz o certo fica com o rosto alegre.
❤ Para o coração da criança. Fazer o certo não quer dizer aguentar tudo calado. Davi não se vingou, mas também não ficou perto de quem queria fazer mal a ele: foi para um lugar seguro. Ensine assim: se alguém bate, empurra, xinga ou faz qualquer coisa que machuca, a criança não revida e não guarda segredo — ela conta logo para o papai, a mamãe, a vovó ou a professora. A Bíblia diz: "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Rm 12.21). Vencer o mal com o bem, para uma criança de 5 anos, é não bater de volta e chamar um adulto.
II — O versículo que a gente guarda
Abra a sua Bíblia de verdade em 1 Samuel 26, aponte as palavras com o dedo e leia devagar:
"O SENHOR me guarde, de que eu estenda a mão contra o ungido do SENHOR" (1 Sm 26.11a).
A revista traz o mesmo versículo em palavras simples: "O Senhor me livre de levantar a mão contra quem ele escolheu como rei!". Não corrija a criança que repetir a frase da revista — o sentido é o mesmo. Mas faça nesta ordem: primeiro leia na Bíblia, depois ensine a turma a repetir. No cartaz, escreva a redação da Bíblia.
Quem fala neste versículo é Davi. Explique três pedaços, do jeito de criança:
- "O SENHOR me guarde." Davi pediu ajuda ao Papai do Céu. Ele não confiou só na força dele: pediu que Deus o guardasse de fazer o errado. (Mãos cruzadas no peito.)
- "De que eu estenda a mão." A mão de Davi ficou quietinha. Ele não fez mal a ninguém. (Mão aberta, parada na frente do corpo, como quem diz "parei".)
- "Contra o ungido do SENHOR." "Ungido" é quem o Papai do Céu escolheu. Saul tinha sido escolhido por Deus para ser rei, e o profeta Samuel derramou azeite na cabeça dele (1 Sm 10.1). (Mãos fazendo uma coroa na cabeça.)
Para decorar, faça como a revista sugere: escreva o versículo num cartaz e, no lugar de duas palavras, cole um desenho. Na palavra "mão", o desenho de uma mão. Na palavra "ungido", a cabeça de um rei com coroa. Leia com a turma e, quando chegar no desenho, pare e espere a turma completar. Repita algumas vezes: sussurrando, normal e bem alto, com a referência no fim: "1 Samuel 26.11!"
A revista também lembra que, assim como Davi, a gente respeita quem cuida de nós: o papai e a mamãe, os avós, os tios, a professora, o pastor. Respeitar é tratar com carinho, não xingar, não bater, não responder com grosseria. E obedecer é nas coisas boas, como a turma aprendeu na semana passada: "Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo" (Ef 6.1). Ninguém — nem adulto, nem irmão mais velho — pode mandar a criança fazer o errado, guardar segredo que machuca ou deixar mexer no corpo dela. Se acontecer, ela conta para outro adulto de confiança.
III — A história: uma noite no acampamento
Conte com voz de história. Voz bem baixinha, quase um cochicho, quando todo mundo está dormindo; voz firme e calma — nunca brava — quando Davi diz "não"; voz alta e alegre quando Davi grita do alto do morro. A cena da noite é tranquila, com lua e estrelas, e não de suspense. Use as figuras da revista: o rei Saul de cara fechada, o acampamento dormindo, e Davi no alto do morro.
Um rei com o coração pesado
O rei Saul estava com muita raiva de Davi. Sabe por quê? Porque o povo gostava de Davi, e Saul sabia que um dia Davi seria rei no lugar dele. Saul ficou com inveja. Explique: inveja é ficar triste porque uma coisa boa aconteceu com outra pessoa, e não com a gente. E a inveja deixa o coração pesado e tira a alegria.
Saul queria fazer mal a Davi. Mas Davi tinha um amigo muito bom, o Jônatas, filho do rei. Jônatas avisou: "Davi, cuidado! Vai para um lugar seguro!" E Davi foi morar longe, no deserto. Amigo de verdade avisa e protege.
E olha uma coisa importante: Davi fugia de Saul, mas nunca quis fazer mal a ele. Nunca.
Todo mundo dormindo
Um dia, o rei Saul descobriu onde Davi estava e foi para lá com os soldados dele. Armaram o acampamento e, quando chegou a noite, todo mundo foi dormir. Ficou tudo quietinho. (Dedo nos lábios: "shhh".)
Davi mandou uns amigos espiarem de longe, e eles voltaram com a notícia: o rei estava ali pertinho. Então Davi perguntou: "Quem vai comigo até lá?" E um amigo levantou a mão na hora. O nome dele era bem diferente: Abisai. Fale com a turma, devagarinho: "A-bi-sai!"
Os dois foram andando no escuro, na pontinha do pé, até o meio do acampamento. E lá estava o rei Saul, dormindo, com os soldados deitados em volta dele. Do lado da cabeça do rei, havia uma lança fincada no chão e uma bilha de água — um jarro de barro, para beber de noite (1 Sm 26.7).
"Não faça mal a ele"
Abisai cochichou: "Olha, o rei está dormindo. Ninguém está vendo. Agora dá para acabar com o problema!" Mas Davi respondeu bem firme:
"Nenhum dano lhe faças; porque quem estendeu a sua mão contra o ungido do SENHOR, e ficou inocente?" (1 Sm 26.9b).
"Nenhum dano" quer dizer: não machuque, não faça mal nenhum. Davi sabia que o Papai do Céu tinha escolhido Saul para ser rei, e que não era Davi quem ia resolver aquilo com as próprias mãos. Deus é quem cuida da justiça.
Então Davi pegou só a lança e a bilha de água, e os dois foram embora na pontinha do pé. Ninguém acordou. A Bíblia conta por quê: "da parte do SENHOR havia caído sobre eles um profundo sono" (1 Sm 26.12). Foi o Papai do Céu quem fez todo mundo dormir pesado!
Pare aqui e pergunte: "Alguém estava vendo o Davi?" — "Não!" — "E ele fez o certo ou o errado?" — "O certo!" — "Mesmo quando ninguém está vendo..." — e a turma completa: "Eu faço o certo!"
O grito do alto do morro
Davi atravessou para o outro lado e subiu num morro, bem longe do acampamento. Lá de cima, gritou para Abner, o chefe dos soldados: "Vocês não cuidaram do rei direito! Cadê a lança dele? Cadê a bilha de água?" (Mãos em volta da boca, como quem chama de longe.)
O rei Saul acordou e reconheceu a voz de Davi. E Davi perguntou: "Por que o senhor está atrás de mim, se eu não fiz nada de mal ao senhor?" Então disse que o rei podia mandar alguém buscar a lança. Davi não ficou com nada que não era dele.
E disse mais uma coisa bonita: "porém não quis estender a minha mão contra o ungido do SENHOR" (1 Sm 26.23b).
Saul abençoa Davi
O rei Saul ficou com vergonha do que tinha feito. E abençoou Davi:
"Bendito sejas tu, meu filho Davi; pois grandes coisas farás e também prevalecerás" (1 Sm 26.25a).
Mas repare no fim, que a revista conta: Saul voltou para casa, e Davi continuou no deserto, num lugar seguro. Davi fez o certo, e também foi prudente: não voltou para perto de quem tinha querido fazer mal a ele. É assim também com a criança: fazer o certo não é ficar perto de quem machuca; é não machucar de volta e contar para quem pode ajudar.
Todos juntos, com a mão aberta e parada na frente do corpo: "Mesmo quando ninguém está vendo, eu faço o certo!"
🏛 Curiosidade. Abisai não era um amigo qualquer: era sobrinho de Davi, filho da irmã dele, Zeruia (1 Cr 2.16). E Davi poupou a vida de Saul duas vezes. A primeira foi numa caverna (1 Samuel 24). A desta lição é a segunda, de noite, no acampamento. Por isso a Bíblia fala da lança e da bilha de água — e não da caverna.
IV — Fim de trimestre: os amigos do Papai do Céu
A revista pede que esta última aula seja uma festa: lembrar as histórias do trimestre, comemorar e se despedir com alegria. Durante treze domingos, a turma aprendeu a ser amiga de Deus.
Faça a revisão nos dedos, com a turma contando junto. Use os títulos das lições, uma frase para cada, e deixe as crianças lembrarem do jeito delas: o Papai do Céu está sempre com os amigos dEle; ajuda quem tem medo; nos ama e nos aceita como somos; cuida, alimenta e dá saúde; dá amigos e faz da família amiga dEle; o amigo de Deus ouve a voz dEle, tem coração bondoso e ajuda o próximo, como Dorcas; o Papai do Céu orienta os amigos dEle, como fez com Moisés; e o amigo do Papai do Céu faz o que é certo, como Davi. E o melhor amigo de todos é Jesus.
Se você preparou uma lembrancinha, entregue para todas as crianças, iguais, inclusive as que faltaram muito e as que vieram hoje pela primeira vez. A revista sugere parabenizar pela assiduidade; parabenize a turma toda pela participação, sem destacar quem veio mais. Lembrancinha também não é obrigatória: um abraço, um "que alegria ter você aqui" e a oração pelo nome de cada um já fazem festa.
Cristo na lição
Davi chamou Saul de "o ungido do SENHOR". A palavra "Cristo" quer dizer exatamente isso: o Ungido. Saul era um rei que errou muito. Jesus é o Rei que nunca errou. A Bíblia diz que "Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder; o qual andou fazendo bem" (At 10.38a).
Davi teve a lança ao alcance da mão e não fez mal. Jesus tinha todo o poder do céu, e também não pagou o mal com o mal. Quando falaram mal dEle e O machucaram, Ele não se vingou: "O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente" (1 Pe 2.23). Na cruz, Ele orou pelos que O machucavam: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34a). Jesus morreu na cruz no nosso lugar e ressuscitou.
E repare: a gente não faz o certo para Jesus gostar da gente. Jesus já ama a criança, e foi por amor que Ele deu a vida. A gente faz o certo porque é amigo dEle. E quando a gente erra, pede perdão, e Ele perdoa. Davi pediu: "o SENHOR me guarde". A criança pode pedir a mesma coisa: "Jesus, me ajuda a fazer o certo." Ele ajuda de verdade — o Espírito Santo está com os amigos de Jesus para isso.
✝ Cristo na lição. Davi poupou o ungido. Jesus é o Ungido de Deus, que teve todo o poder e não se vingou, orou pelos que O machucavam, morreu na cruz no nosso lugar e ressuscitou. É Ele quem ajuda os amigos dEle a fazer o certo, mesmo quando ninguém está vendo.
Aplicação Prática
1. Elogiem o certo na hora em que ele acontece. Quando a criança fizer o certo sem ninguém mandar — devolver o que não é dela, dividir, pedir desculpa sozinha —, digam em voz alta, na hora, exatamente o que ela fez: "você devolveu o carrinho do seu primo sem ninguém pedir; isso é fazer o certo!". O elogio certeiro ensina mais que a bronca.
2. Ensinem a diferença entre não revidar e ficar calado. Não se vingar é não bater de volta, não xingar de volta, não estragar a coisa do outro. Mas a criança não guarda segredo de quem a machuca: ela conta. Digam em casa, com calma: "se alguém te machucar, você não bate de volta — você vem me contar". E quando ela contar, acolham sem bronca.
3. Falem de inveja sem pôr rótulo. Quando a criança ficar triste com a coisa boa do irmão ou do colega, deem nome ao sentimento ("você ficou chateado porque ele ganhou e você não, né?") e mostrem o caminho: orar juntos e ficar feliz com o outro. Nada de "você é invejoso".
4. Lembrem o trimestre em família. Perguntem à criança qual foi a história de que ela mais gostou nestes treze domingos e deixem que ela conte do jeito dela. É a melhor revisão que existe.
Oração Final
Papai do Céu, obrigado por estes treze domingos aprendendo a ser amigos do Senhor. Obrigado por Davi, que podia fazer o mal sem ninguém ver e escolheu o certo. Obrigado por Jesus, o Seu Ungido, que nunca pagou o mal com o mal, morreu na cruz no nosso lugar e ressuscitou. Guarda a mão de cada criança desta turma, para ela não bater, não pegar o que não é dela e não fazer escondido o que é errado. Quando alguém fizer mal a ela, dá coragem para ela contar a um adulto, e coloca perto dela adultos que cuidam e protegem. Tira a inveja do nosso coração e enche de alegria. Até aqui o Senhor nos ajudou. Guarda cada criança em casa, na escola e no caminho, e traz todas de volta no próximo trimestre. Em nome de Jesus, amém.
Soli Deo Gloria — a Escritura governa; todo o resto, de joelho.
Perguntas Frequentes
O versículo da revista está diferente do da minha Bíblia. Qual eu ensino?+
Os dois, na ordem certa. A revista traz 1 Samuel 26.11a em palavras simples: 'O Senhor me livre de levantar a mão contra quem ele escolheu como rei!'. Na Almeida Corrigida Fiel, que a nossa casa usa, o trecho diz: 'O SENHOR me guarde, de que eu estenda a mão contra o ungido do SENHOR' (1 Sm 26.11a). 'Ungido' é a pessoa que Deus escolheu, e aqui é o rei Saul. Leia primeiro na sua Bíblia, apontando as palavras; depois a turma pode repetir a frase simples. No cartaz, escreva a redação da Bíblia.
Como ensinar meu filho a fazer o certo sem que ele faça só por medo de castigo?+
Mostrando que o certo nasce do amor, não do medo. Davi não poupou Saul por medo de apanhar: ele amava o Papai do Céu e confiava nEle. Em casa, troque o 'se fizer isso, vai ver' por 'eu sei que você consegue escolher o certo, e o Papai do Céu te ajuda'. Quando a criança errar, ensine a pedir perdão e mostre que Deus perdoa. E quando ela acertar sozinha, elogie na hora, dizendo exatamente o que ela fez: 'você devolveu o lápis do seu amigo sem ninguém pedir — isso foi fazer o certo'.
Meu filho só obedece quando estou olhando. O que fazer?+
É normal nessa idade, e é exatamente o ponto desta lição. Na história, todo mundo estava dormindo e ninguém ia ver o que Davi fazia — e ele fez o certo do mesmo jeito. Repita em casa a frase da aula: 'Mesmo quando ninguém está vendo, eu faço o certo!'. Ensine também que o Papai do Céu está sempre perto e ajuda quando a gente pede. E não arme situações para testar a criança: ela aprende mais com o elogio na hora certa do que com a vigilância.
Davi não se vingou. Então meu filho tem de aguentar calado quando alguém bate nele?+
Não. Não se vingar é não bater de volta, não xingar de volta, não estragar a coisa do outro. Não é ficar calado. Davi não revidou, mas também não ficou perto de quem queria fazer mal a ele: foi para um lugar seguro. Ensine assim: quando alguém faz mal a você, você não revida e não guarda segredo — você conta logo para um adulto de confiança, o papai, a mamãe, a vovó, a professora. O adulto resolve; a criança avisa.
Como falar de inveja com uma criança de 5 anos sem envergonhar ela?+
Dando nome ao sentimento sem dar rótulo à criança. Inveja é ficar triste porque uma coisa boa aconteceu com outra pessoa, e não com a gente. Todo mundo já sentiu isso. O problema da história não foi Saul sentir; foi o que ele deixou a inveja fazer. Não chame a criança de invejosa nem conte na frente dos outros o que ela fez. Diga: 'quando esse sentimento chegar, conta para mim e vamos pedir ajuda ao Papai do Céu juntos'.
Essa é a mesma história de Davi na caverna?+
Não. Davi poupou a vida de Saul duas vezes. Na primeira, numa caverna, ele cortou um pedaço da capa do rei (1 Samuel 24). Na segunda, que é a desta lição, foi de noite, no acampamento, e Davi levou a lança e a bilha de água que estavam na cabeceira do rei (1 Samuel 26). Conte só a do acampamento, para a criança não misturar as duas.
Guia do Professor
Essência da aula
O amigo do Papai do Céu faz o que é certo mesmo quando ninguém está vendo: não se vinga, não faz mal a ninguém, conta para um adulto quando alguém faz mal a ele — e pede ajuda a Jesus, que nunca pagou o mal com o mal.
Mapa da aula
| Tempo | Etapa |
|---|---|
| 0–5 min | Chegada: receba cada criança pelo nome, com alegria; pergunte quem montou a tenda do encontro na semana passada |
| 5–10 min | Roda: louvor bem alegre, oferta com o ajudante do dia e oração por cada criança pelo nome |
| 10–15 min | Comece assim (o lápis achado no chão) e Ponto 1 — fazer o certo, mesmo quando ninguém vê |
| 15–20 min | Ponto 2 — o versículo de hoje (1 Sm 26.11a), com os desenhos no cartaz |
| 20–29 min | Ponto 3 — história bíblica: a noite no acampamento |
| 29–37 min | Dinâmica: a mão que para |
| 37–43 min | Atividades da revista e a bilha das perguntas, todos juntos |
| 43–50 min | Revisão do trimestre nos dedos, amarração, desafio da semana, oração e despedida em festa |
Comece assim
Depois do louvor e da oferta, "ache" no chão, perto de você, um lápis colorido que você deixou ali antes da aula. Pegue, olhe para os lados como quem confere se alguém viu, e diga baixinho: "Gente... eu achei este lápis. Não é meu. E ninguém viu. Será que eu posso ficar com ele?"
Vão aparecer "pode!", "não pode!", "é de alguém!", "devolve!". Deixe falarem. Depois pergunte: "Mas ninguém viu... e mesmo assim não pode?" Espere. Então diga: "Vocês estão certos. O amigo do Papai do Céu faz o certo mesmo quando ninguém está vendo. Vou guardar este lápis com a professora até achar o dono. E hoje a Bíblia conta a história de um homem que podia fazer uma coisa errada, de noite, sem ninguém ver nada. Vamos descobrir o que ele fez?"
Dois cuidados no começo:
- Ninguém é o "ladrão" da história. Se uma criança disser "eu ficava com ele!", não corrija com bronca nem faça a turma rir dela. Responda com carinho: "dá vontade, né? Vamos ver o que o Davi fez".
- Ajudante do dia por rodízio. Siga a lista com o nome de todos. Ninguém é escolhido por comportamento — muito menos hoje, na aula sobre fazer o certo.
Ponto 1 — Fazer o certo, mesmo quando ninguém vê
- Na revista: o assunto da lição, FAZER O CERTO — Saul persegue Davi sem motivo, Davi tem a chance de fazer mal ao rei e não faz, porque sabia que era errado diante de Deus; fazer o certo nem sempre é fácil, mas o Papai do Céu abençoa quem escolhe o certo.
- O que ensinar: fazer o certo é escolher o que agrada ao Papai do Céu, mesmo quando ninguém está olhando. E ser abençoado é ter Deus cuidando da gente e o coração em paz — não é ganhar presente.
- Versículo-âncora (ACF): "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Rm 12.21).
- Pergunta-chave: "Se ninguém está vendo, pode fazer o errado?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "não pode!", "pode, ninguém vê!", "Deus vê!". Aprofunde com a resposta de quem disse "Deus vê": "isso mesmo, o Papai do Céu está sempre perto. E Ele também ajuda a gente a fazer o certo quando a gente pede."
- Se ninguém falar: volte ao lápis. Segure o lápis na mão e pergunte só com gestos: aponte para o seu bolso e depois para a mesa da professora, com cara de dúvida. "Bolso ou devolver?" A turma vai apontar.
- Cuidado nesta parte — bênção sem barganha: não diga "quem faz o certo ganha presente de Deus" nem "quem faz o errado, Deus castiga". Davi fez o certo e continuou um tempo no deserto. O Papai do Céu cuidou dele o tempo todo — essa é a bênção.
- Cuidado nesta parte — não revidar não é ficar calado: diga com todas as letras que, quando alguém machuca a criança, ela não bate de volta e conta para um adulto. Se uma criança contar na sala algo que preocupa — alguém que bate nela, em casa ou fora —, acolha na hora sem pedir detalhes na frente da turma ("obrigada por me contar, a gente conversa depois") e leve ao pastor ou à liderança no mesmo dia.
Ponto 2 — O versículo: o SENHOR me guarde
- Na revista: a seção de memorização, com 1 Samuel 26.11a, o cartaz com desenhos no lugar de duas palavras e a explicação do versículo: Davi sabia que Deus tinha escolhido Saul e, por temor ao Senhor, não fez nada contra ele, mesmo tendo a oportunidade.
- O que ensinar: Davi pediu ajuda ao Papai do Céu para não fazer o errado. A gente também pede: "Jesus, me ajuda a fazer o certo". "Ungido" é quem Deus escolheu.
- Versículo-âncora (ACF): "O SENHOR me guarde, de que eu estenda a mão contra o ungido do SENHOR" (1 Sm 26.11a). Leia na sua Bíblia apontando as palavras, depois no cartaz.
- Pergunta-chave: "Para quem o Davi pediu ajuda?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "para Deus!", "para o Abisai!", "para o rei!". Aprofunde: "para o SENHOR, o Papai do Céu! E você, quando der vontade de fazer o errado, pode pedir ajuda para quem?" — "para Jesus!", "para a mamãe!" — "Isso, os dois!"
- Se ninguém falar: leia de novo só o começo, bem devagar e com as mãos cruzadas no peito: "O SENHOR... me... guarde". Pergunte: "quem é o SENHOR?" — e a turma solta: "o Papai do Céu!"
- A frase da revista: a revista imprime "O Senhor me livre de levantar a mão contra quem ele escolheu como rei!". Na ACF, o trecho é "O SENHOR me guarde, de que eu estenda a mão contra o ungido do SENHOR". O sentido é o mesmo. No cartaz, a ACF: o desenho da mão vai na palavra "mão", e a cabeça com coroa vai na palavra "ungido" (a revista põe a coroa em "rei", que na ACF não aparece neste versículo).
- Cuidado nesta parte — o gesto da mão: o gesto é a mão aberta, parada na frente do próprio corpo, como quem diz "parei". Nunca a mão erguida em direção a um colega, nunca o gesto de bater, nunca um "quase bate" que trava no ar perto de alguém.
- Cuidado nesta parte — respeitar autoridade: a revista lista pais, avós, tios, irmão mais velho, professora e pastor, e diz que devemos obedecer e respeitar. Ensine o respeito (não xingar, não bater, falar com carinho), e diga sempre que obedecer é nas coisas boas (Ef 6.1). Ninguém pode mandar a criança fazer o errado, guardar segredo que machuca ou deixar mexer no corpo dela.
- Para você, professor — o que o versículo não diz: o texto proíbe Davi de fazer justiça com as próprias mãos contra o rei. Ele não ensina que um líder é intocável quando erra: mais tarde, o profeta Natã repreendeu o próprio Davi (2 Sm 12). E não ensina que a criança deve se calar diante de um adulto que faz mal. O eixo da aula é vingança contra confiança em Deus.
Ponto 3 — A história: uma noite no acampamento
- Na revista: a história bíblica, com a inveja de Saul, o aviso de Jônatas, o acampamento, os espias, Abisai, a lança e o jarro na cabeceira do rei, o sono profundo que veio do Senhor, o grito para Abner do outro lado, Saul abençoando Davi e Davi ficando no deserto, escondido.
- O que ensinar: Davi teve a chance de fazer mal ao rei, sem ninguém ver, e escolheu o certo. Pegou só a lança e a bilha, para mostrar que não tinha feito mal, e disse ao rei que mandasse alguém buscá-las. O Papai do Céu fez todo mundo dormir e cuidou de Davi o tempo todo.
- Versículo-âncora (ACF): "Nenhum dano lhe faças; porque quem estendeu a sua mão contra o ungido do SENHOR, e ficou inocente?" (1 Sm 26.9b).
- Pergunta-chave: "O que o Davi levou do acampamento?"
- Respostas prováveis (+ aprofundamento): "a lança!", "o jarro!", "a coroa!". Acolha a da coroa: "quase! A coroa ficou com o rei. Davi levou só a lança e a bilha de água." Aprofunde: "e ele fez mal ao rei?" — "não!"
- Se ninguém falar: mostre a figura do acampamento, ponha o dedo nos lábios e diga "shhh, todo mundo dormindo". Aponte para a lança deitada e a bilha na figura: "e isto aqui, o que é?"
- Cuidado nesta parte — sem lança e sem "matar": a revista e a Bíblia falam que Saul queria matar Davi, e que Abisai queria matar Saul. Com a turma, diga "fazer mal" e "machucar". Não leia o versículo 8 com as crianças. Não encene a cena com cabo de vassoura, régua ou rolinho de papel, e não deixe a turma brincar de lança ou de espada. A lança fica só na figura, deitada.
- Cuidado nesta parte — Saul sem monstro, perigo sem medo: conte a raiva de Saul em uma frase e siga. Saul não é um monstro: no fim, ele reconhece o erro e abençoa Davi. E Davi está protegido pelo Papai do Céu do começo ao fim. A noite da história é calma, com lua e estrelas; nada de apagar a luz, fazer barulho de susto ou voz de mistério.
- Cuidado nesta parte — "entrar escondido": Davi era um adulto, num tempo de guerra, e foi com outro adulto. Se alguma criança disser "então eu posso sair escondido", responda com calma: "não. A criança nunca sai de perto do papai, da mamãe ou da professora sem avisar. O Davi era grande. Você avisa sempre".
- Cuidado nesta parte — Davi ficou num lugar seguro: conte o fim como a revista conta: Saul abençoou Davi, mas Davi não voltou para perto dele. Fazer o certo não é ficar perto de quem machuca.
Dinâmica
- Objetivo: treinar, com o corpo, a escolha de Davi — a mão que para diante do errado — e levar para casa a "mão do Davi", que vai servir para a lição de casa.
- Materiais: cartolina colorida (a revista pede), lápis, canetinhas hidrocor e lápis de cor. Antes da aula, recorte você mesmo, para cada criança, um pedaço de cartolina do tamanho de uma folha de caderno, e escreva no alto, com letra grande: "Mesmo quando ninguém está vendo, eu faço o certo!". Embaixo, bem pequeno: "1 Sm 26.11a". Leve alguns pedaços extras para visitantes.
- Passo a passo: (1) A mão que para — todos juntos, em pé. Você fala uma situação. Se for o errado, todos põem a mão aberta, parada na frente do próprio corpo, e dizem: "O SENHOR me guarde!". Se for o certo, todos batem palmas. Situações: "o colega pegou o seu lápis — puxar de volta com força?" (mão parada); "pedir com jeito ou chamar a professora?" (palmas); "alguém te empurrou — empurrar de volta?" (mão parada); "contar para a professora?" (palmas); "ninguém está vendo — pegar escondido um biscoito que a mamãe disse para esperar?" (mão parada); "achou um brinquedo que não é seu — devolver?" (palmas). Ninguém sai, ninguém perde; quem errar ri e continua. (2) A mão do Davi — sentados. Cada criança põe a mão aberta sobre a sua cartolina e você (ou a ajudante) contorna a mãozinha com o lápis. Depois, cada uma pinta em volta do contorno do jeito que quiser. Os dedos ficam em branco: eles serão preenchidos em casa. (3) No fim, todos levantam a cartolina e dizem juntos a frase escrita no alto.
- Amarração (volta ao texto): com as cartolinas no colo, diga: "Davi estava pertinho do rei, e ninguém via nada. E a mão dele ficou quietinha. Ele disse: 'O SENHOR me guarde, de que eu estenda a mão contra o ungido do SENHOR' (1 Sm 26.11a). Esta é a mão de vocês. Ela vai para casa, e cada vez que vocês escolherem o certo, o papai ou a mamãe vai escrever num dedinho."
- Cuidado: a tesoura fica só com você, antes da aula; as crianças não recortam nada. Quem não quiser pôr a mão para contornar pode desenhar uma mão do jeito dele, ou você contorna a sua própria mão para ele. Ninguém escolhe o trabalho mais bonito: elogie o de todos.
⚠ Importante — o que ajustamos nas atividades da revista.
As perguntas na areia. A revista sugere escrever as perguntas de revisão em tiras com formato de lança e enterrá-las numa caixa de areia. Nesta aula, a lança não vira brinquedo. Faça a bilha das perguntas: dobre as tiras de papel (retas, sem formato de lança) e ponha dentro de um pote ou de uma caneca de plástico — a "bilha de água do rei". Uma criança por vez tira uma tira, se quiser, e a turma toda responde junto; ninguém responde sozinho. Na pergunta "por que Saul queria matar Davi?", leia "por que Saul queria fazer mal a Davi?".
"Ligue as palavras ao personagem". Funciona bem como está. Ao ligar "raivoso", "invejoso" e "furioso" a Saul, fale da atitude dele, sem comparar com nenhuma criança da sala e sem usar essas palavras para chamar alguém.
"Circule de azul a criança feliz". A revista explica que quem pratica o que é certo fica feliz. Complete com cuidado: ficar triste não quer dizer que a criança fez o errado. Às vezes a gente fica triste por outros motivos, e o Papai do Céu cuida da gente também nesses dias.
O X na lança e no jarro. Funciona bem como está. Ajude quem precisar e elogie todos, sem corrida para ver quem termina primeiro.
Amarração + desafio da semana
- Amarração: com a turma na roda e a Bíblia aberta no seu colo, diga: "O rei Saul estava com inveja e queria fazer mal a Davi. Uma noite, todo mundo dormia, e Davi chegou pertinho do rei. Ninguém estava vendo. Mas Davi não fez mal nenhum: pegou só a lança e a bilha, e depois disse ao rei que mandasse alguém buscá-las. Ele pediu: 'o SENHOR me guarde'. E o Papai do Céu cuidou dele. Jesus também nunca pagou o mal com o mal: Ele morreu na cruz no seu lugar e ressuscitou, porque ama você. Quando der vontade de fazer o errado, peça ajuda a Jesus. Quando alguém fizer mal a você, não bata de volta — conte para um adulto. Fala comigo" — mão aberta, parada na frente do corpo — "Mesmo quando ninguém está vendo, eu faço o certo!" Repitam todos juntos, duas vezes. Depois, faça a revisão do trimestre nos dedos e encerre em festa.
- Desafio: Papai, mamãe, vovó ou quem cuida da criança: preencham juntos a mão do Davi. Peguem a cartolina com o contorno da mãozinha que a criança fez na aula (se ela não estava na aula, contornem a mão dela em qualquer papel, com lápis). Durante esta semana, toda vez que a criança escolher o certo sem ninguém mandar — parar a mão quando deu vontade de bater de volta, devolver o que não era dela, contar para vocês quando alguém fez mal em vez de revidar, fazer o certo quando achava que ninguém estava vendo —, elogiem na hora, dizendo exatamente o que ela fez, e escrevam essa escolha, com poucas palavras, dentro de um dos dedos da mão. Antes de dormir, leiam o dedo novo com ela e orem uma frase: "Jesus, me ajuda a fazer o certo." Não precisa encher os cinco dedos; um dedo já é uma história. Não criem situações para testar a criança, e não apaguem um dedo quando ela errar: o que foi escrito fica. Guardem a cartolina para trazer no domingo.
- Uma observação: o próximo domingo já abre um trimestre novo. Comece a aula perguntando "quem trouxe a mão do Davi? O que está escrito no dedinho?" e deixe contar só quem quiser. Quem não trouxe conta o que lembra da história, sem cobrança, e ninguém é comparado pelo número de dedos preenchidos.
Kit do professor
- Antes: leia na sua Bíblia 1 Samuel 26 inteiro, devagar, e também 1 Samuel 24, para não misturar as duas histórias. Escreva o versículo no cartaz na redação ACF, com a mão desenhada em "mão" e a coroa em "ungido". Recorte as cartolinas e escreva a frase no alto de cada uma. Escreva as perguntas de revisão em tiras retas e prepare o pote da "bilha". Deixe um lápis colorido no chão, perto do seu lugar, para o começo da aula. Separe uma frase para cada lição do trimestre, para a revisão nos dedos.
- Leve: Bíblia ACF, o cartaz do versículo, as figuras da revista (Saul de cara fechada, o acampamento dormindo, Davi no alto do morro), as cartolinas já recortadas, lápis, canetinhas hidrocor, lápis de cor, o pote com as tiras de perguntas, as páginas de atividades, a lembrancinha (se houver, uma para cada criança) e a lista com o nome de todas as crianças.
- Ore antes: a revista lembra ao professor, no fim de mais um trimestre, que não precisa ter medo: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça" (Is 41.10). E convida a dizer, como Samuel: "Até aqui nos ajudou o SENHOR" (1 Sm 7.12b). Agradeça por cada criança que passou pela sua sala nestes treze domingos, pelo nome. Ore pela criança que apanha ou é maltratada em algum lugar e ainda não contou a ninguém, para que ela encontre em você um adulto em quem confiar. A oração final do estudo pode ser reaproveitada no fim da aula.
Lição de Casa
Sua missão da semana
Papai, mamãe, vovó ou quem cuida da criança: preencham juntos a mão do Davi. Peguem a cartolina com o contorno da mãozinha que a criança fez na aula (se ela não estava na aula, contornem a mão dela em qualquer papel, com lápis). Durante esta semana, toda vez que a criança escolher o certo sem ninguém mandar — parar a mão quando deu vontade de bater de volta, devolver o que não era dela, contar para vocês quando alguém fez mal em vez de revidar, fazer o certo quando achava que ninguém estava vendo —, elogiem na hora, dizendo exatamente o que ela fez, e escrevam essa escolha, com poucas palavras, dentro de um dos dedos da mão. Antes de dormir, leiam o dedo novo com ela e orem uma frase: "Jesus, me ajuda a fazer o certo." Não precisa encher os cinco dedos; um dedo já é uma história. Não criem situações para testar a criança, e não apaguem um dedo quando ela errar: o que foi escrito fica. Guardem a cartolina para trazer no domingo.
Por quê
Davi estava pertinho do rei, ninguém via nada, e a mão dele ficou quieta: "porém não quis estender a minha mão contra o ungido do SENHOR" (1 Sm 26.23b). A mão do Davi ensina a criança, com as mãos e com o elogio de vocês, que fazer o certo é não se vingar — e que contar para um adulto quando alguém faz mal também é fazer o certo. Não custa nada: papel e lápis toda casa tem.
Como saber que você fez
Pelo menos um dedo da mão tem escrita uma escolha certa que a criança fez sozinha, e ela sabe contar o que aconteceu.
Domingo, volte com a história
No domingo a aula começa assim: "quem trouxe a mão do Davi? O que está escrito no dedinho?" Domingo, volte com a história.

















