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Buscando o Espírito Santo

Lição 13 · 4º Trimestre 2026 · 13/12/2026 · 18 min de leitura

Por Equipe Marcas Editora

Capa da aula: Buscando o Espírito Santo
Estreia Domingo, 13 de dezembro · 09:00

Texto Áureo

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (Jo 14.26)

A lição volta à ordem de Jesus em Atos 1, esperar a promessa do Pai orando juntos, e mostra que o batismo no Espírito Santo é dom que se pede, não prêmio que se conquista. Passa pelas três razões que afastam tanta gente da busca e mostra como buscar hoje: com oração, Palavra, consagração, unidade e a igreja por perto.

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Imagine descer um monte depois de ver o seu Mestre subir ao céu, com uma única instrução no bolso: esperem aqui. Ele não disse por quantos dias. Não disse como ia ser. Disse só que a promessa do Pai viria "não muito depois destes dias" (At 1.5). Foi com isso que os onze voltaram do monte das Oliveiras, subiram a escada de uma casa em Jerusalém e começaram a orar. E continuaram orando no dia seguinte. E no outro.

O texto áureo diz o que eles estavam esperando: "Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito" (Jo 14.26). Não era uma energia nem um arrepio. Era uma Pessoa, enviada pelo Pai, em nome de Jesus, para fazer os discípulos lembrarem de Jesus.

Na Lição 8 você estudou o que é o batismo no Espírito Santo: a promessa do Pai, anunciada por Joel e por João Batista, cumprida no Pentecostes e ainda de pé para hoje. Ficou uma pergunta guardada para esta aula, e ela é bem prática: como se busca? E outra, mais incômoda: se a promessa é para todos, por que tanta gente parou no meio do caminho?

A revista responde em três passos: o batismo no Espírito é uma bênção que deve ser buscada; é a maior necessidade do cristianismo nos nossos dias; e há razões bem concretas para tantos ainda não terem recebido. Uma frase vai acompanhar a lição inteira: você não recebe porque merece; você recebe porque Ele prometeu.

I — Uma bênção que deve ser buscada

Muita coisa chega no mesmo dia em que você crê. O perdão, a paz com Deus, a adoção como filho, a vida eterna: nada disso precisa de uma segunda fila. A Bíblia chama essas bênçãos de "coisas que acompanham a salvação" (Hb 6.9), e elas vão sendo entendidas e vividas à medida que a pessoa segue Jesus.

Com o revestimento de poder, Jesus deu uma instrução diferente. "E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder" (Lc 24.49). E Lucas repete a ordem no começo de Atos: "E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que, disse ele, de mim ouvistes" (At 1.4). Não era "vão vivendo, que uma hora acontece". Era ficar, esperar e pedir.

Por que esperar, se Deus podia dar tudo de uma vez lá no monte? A revista aponta um motivo bem pé no chão: o perigo de outras ocupações desviarem a mente deles. Aqueles homens tinham barco parado no lago, família em outra cidade, conta para pagar. Sem uma ordem clara, cada um teria voltado para a rotina achando que a promessa chegaria sozinha. O mesmo perigo continua hoje. Muita gente não deixou de buscar porque decidiu desistir; simplesmente a busca saiu da agenda e nunca mais voltou.

🏛 Curiosidade — a sala, o caminho e os dias. O cenáculo (At 1.13) era o cômodo de cima da casa, construído sobre o telhado plano e reservado para hóspedes, refeições especiais e reuniões. "Caminho de um sábado" (At 1.12) era a distância que a tradição judaica permitia andar no dia de descanso, calculada em cerca de dois mil côvados, algo perto de um quilômetro: o monte das Oliveiras ficava logo ali. E a espera não foi longa no calendário, mas foi longa no coração. Jesus apareceu aos discípulos "por espaço de quarenta dias" (At 1.3), e o Pentecostes era a festa do quinquagésimo dia. Entre a subida de Jesus e a descida do Espírito, foram cerca de dez dias sem sinal nenhum e sem data anunciada.

O que eles fizeram enquanto esperavam

A leitura em classe mostra a cena inteira. Primeiro, a pergunta de calendário: "Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?" (At 1.6). E a resposta: "Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder" (At 1.7). Eles queriam a data; Jesus deu a promessa e a missão (At 1.8). Depois, a nuvem, os dois homens vestidos de branco e o aviso: "Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir" (At 1.11). E então eles obedeceram. Voltaram, subiram e oraram: "Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos" (At 1.14).

Repare em quem estava na sala. Os apóstolos, as mulheres, a mãe de Jesus e os irmãos dEle, os mesmos que um tempo antes não criam nEle (Jo 7.5). Ninguém ficou de fora por ser mulher, por ser novo ou por ter duvidado antes. E repare no que eles faziam: oravam, juntos, todos os dias.

אב No original — grego. "Perseveravam" (At 1.14) traduz proskarteréō, um verbo que quer dizer insistir, ficar firme, dedicar-se sem largar. Não é passar de vez em quando; é ficar grudado. É o mesmo verbo que os apóstolos usam mais adiante: "Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra" (At 6.4). E "Consolador", no texto áureo, traduz paráklētos: alguém chamado para ficar ao lado, para ajudar e defender. Jesus prometeu "outro Consolador, para que fique convosco para sempre" (Jo 14.16).

A espera não comprou o Pentecostes

Aqui está um detalhe que muda a forma de buscar. Quando o Espírito veio, Lucas não escreve "depois que eles oraram o suficiente". Escreve: "E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar" (At 2.1). O dia já estava no calendário do Pai (At 1.7). A oração do décimo dia não "pagou" nada. O que a espera fez foi encontrar os discípulos no lugar certo, do jeito certo: juntos, orando, com o coração voltado para a promessa.

Então, se não é para comprar, por que buscar? Porque Jesus mandou. E porque Ele ligou o dom ao pedido: "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á" (Lc 11.9). Logo depois vem a frase que é o centro desta aula: "Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" (Lc 11.13). Repare: não diz "aos que merecerem", nem "aos que acertarem a técnica". Diz "aos que pedirem".

E dá para pedir com confiança, porque esse pedido está dentro da vontade de Deus. João escreveu: "E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos" (1 Jo 5.14,15). Isso não é fórmula para obrigar Deus a agir na hora que você escolhe. É a certeza de que, quando você pede o Espírito Santo, não está pedindo uma coisa que Deus não quer dar. A dúvida nunca foi se Deus quer. A promessa já está escrita (At 2.39).

II — A maior necessidade do cristianismo nos dias atuais

Alguém pode dizer: "isso era para aquele tempo". A revista responde com uma frase curta de Malaquias: "Porque eu, o Senhor, não mudo" (Ml 3.6a). Se Deus não mudou, a promessa dEle não venceu. Perdão, resposta de oração e o batismo no Espírito Santo continuam valendo para quem crê hoje.

E a necessidade de poder também não diminuiu. A Bíblia é sóbria sobre o tempo em que vivemos. João viu que o diabo "tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo" (Ap 12.12). E Paulo avisou: "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios" (1 Tm 4.1). Repare no verbo: apostatarão. Gente que estava dentro e foi saindo. O perigo não vem só de fora; vem também da erosão silenciosa de quem foi esfriando.

Isso não é para dar medo. É para dar direção. A igreja do livro de Atos não enfrentou o mal com esperteza nem com discurso afiado, e mesmo assim venceu. Em Samaria, um homem chamado Simão impressionava a cidade com artes mágicas, e o povo creu na pregação de Filipe sobre o reino de Deus (At 8.9-12). Em Chipre, Paulo, cheio do Espírito Santo, enfrentou o mágico Elimas, que tentava desviar o procônsul da fé, e o procônsul creu (At 13.8-12). Em Filipos, uma moça escravizada, dominada por um espírito de adivinhação, foi liberta em nome de Jesus Cristo (At 16.16-18). E em Éfeso, sete filhos de um sacerdote chamado Ceva tentaram usar o nome de Jesus como uma senha, sem conhecer a Jesus, e saíram feridos e envergonhados (At 19.13-17).

Esse último caso merece atenção, porque fala direto com quem busca. O nome de Jesus não é fórmula, e o poder de Deus não é técnica que se aprende copiando os outros. Os filhos de Ceva tinham as palavras certas e nenhuma relação com Cristo. A diferença nunca esteve no método. Estava em gente que conhecia Jesus e tinha sido revestida por Ele.

Quando você nem sabe o que pedir

Agora desça do livro de Atos para a sua vida de oração. Tem dia em que você senta para orar e trava. As palavras somem, fica só um aperto no peito que não tem nome. Paulo conhecia esse dia: "E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos" (Rm 8.26,27).

Inexprimível é o que não cabe em palavra. Quando a sua boca não consegue formular a oração, o Espírito Santo não desiste de você: Ele ora junto. Essa é a maior necessidade de quem é salvo: não uma emoção para mostrar, mas a presença e o poder de Deus para viver, resistir e testemunhar num tempo difícil.

A sua geração

A revista quer que esta aula desperte você para uma coisa maior que a sua experiência pessoal. No Pentecostes, Pedro disse que a promessa era "a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe" (At 2.39). Os filhos daquela geração eram os jovens que vinham depois. Hoje, essa geração é a sua: os seus colegas de sala, a turma do bairro, os primos que nunca entraram numa igreja. Deus quer alcançar essa gente, e Ele costuma fazer isso por meio de gente da mesma idade, revestida de poder. O que esse poder faz no mundo é assunto da próxima aula.

🕊 A nossa leitura — necessidade não é atraso. Quando a revista diz que o batismo no Espírito é a maior necessidade do salvo hoje, ela fala de quem já é de Cristo. Ninguém está sendo chamado de menos salvo. "Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele" (Rm 8.9): quem é de Cristo já tem o Espírito habitando nele. O batismo no Espírito é revestimento para servir, e a busca é um convite, não uma cobrança.

III — Por que tantos não são batizados?

A revista dá três razões, e nenhuma delas é "Deus não quis". Leia as três com honestidade, mas sem usar nenhuma como carimbo na testa de ninguém, nem na sua. Elas servem para examinar o próprio coração, não para julgar o colega do lado.

Muitos não ouviram falar

Paulo chegou a Éfeso e encontrou um grupo de discípulos. Perguntou: "Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo" (At 19.2). Eram sinceros, mas conheciam só o batismo de João. Paulo explicou, eles foram batizados em nome do Senhor Jesus e, "impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam" (At 19.6). O que faltava não era vontade; era ensino.

Isso ainda acontece. Tem gente que nunca ouviu uma explicação clara sobre o batismo no Espírito, e tem gente que ouviu, mas nunca abriu a Bíblia para conferir. A revista compara com o irmão mais velho da parábola do filho pródigo. Ele morou a vida inteira na casa do pai e reclamou que nunca tinha ganhado nada. O pai respondeu: "Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas" (Lc 15.31). Tudo estava ao alcance dele, e ele nunca pediu. Aprender sobre a promessa é o primeiro passo para pedir por ela.

Muitos se acomodaram

A segunda razão tem escolha dentro, por isso incomoda mais. A pessoa se alegra com a salvação, acha que já está bom e vai ficando ocupada demais com o que dá para ver e tocar. A Bíblia fala disso com uma palavra só: "Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas" (Hb 6.12). Fé e paciência: é exatamente o que os discípulos tiveram no cenáculo.

Preguiça espiritual não faz barulho. Ela aparece como "amanhã eu oro", como o celular que é a primeira e a última coisa do dia, como a semana de prova, treino e série que nunca deixa espaço. E Paulo não deixou a busca como sugestão: "E não vos embriagueis com vinho, em que há dissolução, mas enchei-vos do Espírito" (Ef 5.18). É uma ordem, e o verbo pede continuidade. Quem não se enche de uma coisa acaba se enchendo de outra, porque o vazio não fica vazio. O salmo descreve o contrário da acomodação: o homem feliz "tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite" (Sl 1.2).

Muitos acham que não merecem

A terceira razão é a mais cruel, porque vem disfarçada de humildade. A pessoa buscou, não recebeu na hora que esperava, e o Inimigo chegou com a conclusão pronta: "é porque você não presta". Ele pega a sinceridade de alguém e usa contra ela mesma.

A Bíblia derruba essa mentira pela raiz. Ninguém merece nada diante de Deus: "Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)" (Ef 2.5). "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8,9). Se nem a salvação você mereceu, por que o revestimento seria diferente? A promessa do Espírito também se recebe "pela fé" (Gl 3.14). Se dependesse de merecimento, não haveria uma única pessoa batizada no Espírito Santo, nem no cenáculo, nem hoje.

E a mesma verdade derruba o orgulho do outro lado. Quem já recebeu não recebeu porque orou mais bonito, jejuou mais ou é mais santo que o colega. Recebeu porque Jesus prometeu e cumpriu. Ninguém tem do que se gabar, e ninguém precisa se esconder.

E quem busca há muito tempo?

Talvez você leia as três razões e não se encaixe em nenhuma. Você ouviu o ensino, não se acomodou e sabe que é graça. Mesmo assim, ainda não aconteceu. Ouça com calma: isso não quer dizer que Deus rejeitou você, nem que você está escondendo algum pecado. Os discípulos oraram por dias sem sinal nenhum, e a promessa chegou no dia que o Pai tinha marcado (At 2.1). Jesus contou uma parábola justamente "sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer" (Lc 18.1). Continuar pedindo não é teimosia; é fé.

Não compare a sua história com a de ninguém. Tem gente que recebeu na primeira vez que pediu e gente que esperou anos, e Deus não ama mais um do que o outro. E não carregue isso sozinho: converse com o seu professor ou com o pastor. Buscar acompanhado é bíblico.

Então, como buscar?

A Lição 8 deixou essa pergunta para hoje. A resposta não é um método secreto; é o que os discípulos fizeram em Atos 1, e cabe em cinco palavras.

  • Oração. Peça com as suas palavras, todos os dias, com o pedido claro. "Àqueles que lho pedirem" (Lc 11.13). Não precisa de frase decorada nem de voz diferente. Pode ser no quarto, no caminho da escola, no culto.
  • Palavra. O Espírito "vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito" (Jo 14.26). Quem busca o Espírito abre a Bíblia, porque Ele trabalha com o que Jesus disse. Ler Atos 1 e 2 nesta semana já é buscar.
  • Consagração. "Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós" (Tg 4.8a). Consagrar é abrir espaço: largar o que esfria você, pedir perdão, entregar a vida. Não é preço nem prova de que você está pronto. É tirar da frente o que atrapalha de chegar perto.
  • Unidade. Eles oravam "unanimemente" (At 1.14) e estavam "concordemente no mesmo lugar" (At 2.1). Busque junto da igreja, nos cultos e nos momentos de oração, e não se isole. "Não deixando nossa mútua congregação, como é costume de alguns" (Hb 10.25).
  • Acompanhamento. Em Samaria, Pedro e João "oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo" (At 8.15); em Éfeso, Paulo impôs as mãos sobre os discípulos (At 19.6). Deus usa a liderança da igreja para orientar e orar com quem busca. Se quiser saber quando a sua igreja se reúne para orar, pergunte ao seu líder.

E o que não faz parte da busca: pressão, plateia, apelo para você ir à frente "agora ou nunca", alguém mandando você repetir sílabas, técnica para "destravar" a língua, ou fingir o que não recebeu para não ficar de fora. Quem dá a fala é o Espírito: "conforme o Espírito lhes concedia que falassem" (At 2.4). E tudo na igreja deve ser feito "decentemente e com ordem" (1 Co 14.40).

❤ Para a sua vida. Se você tem medo de receber algo errado, ou de "inventar" sem querer, leia o que Jesus disse logo antes da promessa: "E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?" (Lc 11.11). Quem pede o Espírito Santo ao Pai recebe do Pai. Você pode pedir sem medo.

Cristo na lição

Leia o texto áureo de novo, devagar: "que o Pai enviará em meu nome" (Jo 14.26). Quem promete o Espírito é Jesus. E o que o Espírito faz quando chega? Faz lembrar de Jesus: "de tudo quanto vos tenho dito". Jesus disse mais: "Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar" (Jo 16.14). Buscar o Espírito Santo nunca é buscar outra coisa além de Cristo.

O próprio Jesus fez o convite numa festa em Jerusalém: "Se alguém tem sede, venha a mim, e beba". E João explica: "isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado" (Jo 7.37,39). O Espírito só foi derramado depois da cruz, da ressurreição e da subida ao Pai. No Pentecostes, Pedro disse exatamente isso: Jesus, "exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis" (At 2.33).

É por isso que você pode buscar de novo, mesmo depois de muitas tentativas. A sua entrada diante de Deus não depende do seu desempenho de crente. Foi comprada pelo sangue de Jesus, que morreu na cruz no seu lugar e ressuscitou. "Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno" (Hb 4.16).

✝ Cristo na lição. Você não vai ao altar pagar nada. Vai receber o que Jesus já pagou inteiro. Quem tem sede vai a Ele, e é Ele quem dá de beber.

Aplicação Prática

Coloque o pedido na sua oração de todo dia. Não só na campanha, não só no culto especial. Com nome e com hora: "Pai, eu estou pedindo o que Jesus prometeu" (Lc 11.13).

Troque a pergunta "eu mereço?" por "Ele prometeu?". Toda vez que vier o pensamento de que você não é digno, responda com Efésios 2.8. A resposta à sua indignidade é a graça, não o esforço.

Busque junto, não sozinho. Ore com a igreja, procure o seu professor ou o pastor quando tiver dúvida, e não se isole quando a resposta demorar (At 1.14).

Não meça ninguém pelo que já recebeu. Quem já foi batizado no Espírito não olha de cima; quem ainda busca não é crente de segunda. Na sua turma, todo mundo está diante do mesmo Pai que dá aos que pedem.

Oração Final

Pai, obrigado porque o Teu Espírito não é prêmio para os melhores, mas promessa para quem pede. Perdoa as vezes em que eu deixei a busca sair da minha agenda e as vezes em que acreditei que não era digno de pedir. Tira de mim a pressa, a comparação e o medo. Guarda quem está cansado de esperar e não deixa ninguém desistir no meio do caminho. Ensina-me a orar junto com a Tua igreja, com a Tua Palavra aberta. Senhor Jesus, Tu morreste na cruz no meu lugar, ressuscitaste e, exaltado à direita do Pai, derramaste o Espírito. Eu tenho sede, e venho a Ti. Enche-me do Teu Espírito Santo, para que a minha vida aponte para Ti. Em Teu nome, amém.

Soli Deo Gloria — a Escritura governa; todo o resto, de joelho.

Perguntas Frequentes

Como buscar o batismo no Espírito Santo?+

Do jeito que os discípulos fizeram em Atos 1: obedecendo à palavra de Jesus e orando juntos. 'Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas' (At 1.14). O pedido é direto, porque Jesus garantiu: 'quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?' (Lc 11.13). Busca-se com oração diária, com a Palavra aberta, com a vida entregue a Deus e dentro da igreja, acompanhado pelo pastor e pela liderança. Sem técnica, sem fórmula, sem pressão e sem imitar ninguém: quem concede é o Espírito (At 2.4).

Por que muitos crentes ainda não foram batizados no Espírito Santo?+

A revista aponta três razões comuns. Muitos nunca ouviram ensino sobre isso, como os discípulos de Éfeso: 'Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo' (At 19.2). Outros se acomodaram, e a Bíblia diz 'para que vos não façais negligentes' (Hb 6.12). E outros desistiram porque acharam que não mereciam. Nenhuma delas é 'Deus não quer'. Há também quem busca com sinceridade e ainda espera: isso não é sinal de rejeição, porque os tempos estão nas mãos do Pai (At 1.7).

Preciso ser santo o bastante para merecer o batismo no Espírito Santo?+

Não. Ninguém merece nada de Deus: 'Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus' (Ef 2.8). O batismo no Espírito é dom recebido pela fé (Gl 3.14). Consagração importa, mas não é preço: é abrir espaço para Deus. Se dependesse de mérito, ninguém teria recebido, nem os que oravam no cenáculo.

Quem ainda não foi batizado no Espírito Santo é menos crente?+

Não. Todo salvo tem o Espírito: 'se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele' (Rm 8.9). O batismo no Espírito é revestimento de poder para testemunhar (At 1.8), não selo de quem é mais santo. Quem ainda não recebeu não é crente de segunda categoria, e a promessa também é para ele (At 2.39).

Eu busco há muito tempo e não recebi. O que estou fazendo de errado?+

Talvez nada. Os discípulos oraram juntos por dias sem sinal nenhum, e a promessa chegou no dia que o Pai já tinha marcado: 'cumprindo-se o dia de Pentecostes' (At 2.1). Esperar não é castigo nem prova de que Deus rejeitou você. Continue pedindo, sem se comparar com ninguém, porque Jesus ensinou 'o dever de orar sempre, e nunca desfalecer' (Lc 18.1). E não carregue isso sozinho: converse com o seu professor ou com o pastor.

O que significa 'Consolador' em João 14.26?+

A palavra grega é paráklētos: alguém chamado para ficar ao lado, para ajudar, defender e consolar. Jesus promete 'outro Consolador, para que fique convosco para sempre' (Jo 14.16), e diz que Ele 'vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito' (Jo 14.26). Quem busca o Espírito Santo não está atrás de uma força ou de uma sensação, mas de uma Pessoa divina que aponta sempre para Jesus (Jo 16.14).

Juvenis

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